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6 de abr de 2010

LÁGRIMAS E JÚBILO

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Aquela mulher estava encharcada de lágrimas. Todo seu ser era desolação, sentimento de perda, necessidade de fazer um luto. Procurava aquele que havia dado sentido aos seus dias e não o encontrava mais. Todo o relato fala de busca, de desejo.
Testemunhas angélicos que se achavam no lugar onde devia estar o seu amado fazem perguntas: “Por que choras?”. “Vim aqui para estar com meu Senhor, ao menos com seu corpo, e nada mais. Levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram? Ao menos eu tinha um ponto de referência. Agora, nada mais”.

E a busca continua. Volta-se ela para trás e vê alguém que era Jesus e que ela não reconhece. Pensava que se tratasse do jardineiro. Novamente as perguntas: “Mulher, por que choras? A quem procuras?”

Transparece claramente o desejo. Ela não se cansa. Está disposta a buscá-lo. “Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste e eu o irei buscar”. Maria procurava um morto e vai encontrar o vivo. No começo não o reconhece. Há um momento “pessoal”. O jardineiro, que era o Ressuscitado, diz uma palavra revestida de amor: “Maria”. Nesse momento ela o reconhece. “Mestre”. Havia, agora, a certeza da presença daquele que partira. O coração da mulher começava a se aquecer.

Ela tem o desejo de retê-lo, de segurar-lhe os pés. “Não me segures”. Jesus vivo não é mais das coisas de baixo. No momento fora elevado e alçado à glória do Pai. Agora, a maneira de Jesus viver é assim: estar com o Pai.

E Maria Madalena, que não pertencia ao grupo dos apóstolos, é encarregada de uma missão: anunciar a exaltação do Senhor. “Vai dizer aos meus irmãos: subo para junto de meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”.

E a missionária da ressurreição, que não pôde reter Jesus, foi, alegre, anunciar uma maravilhosa notícia: “Eu vi o Senhor”. A comunidade cristã vive dizendo a mesma coisa. Vemos o Senhor, através da fé, nos gestos de profunda amizade pessoal. Maria reconhece o Messias quando ouve seu nome sair dos lábios daquele que ela amava. Vemos ou ouvimos o Senhor quando sua Palavra é proclamada, quando enxugamos o suor do rosto dos que sofrem, quando dois ou três estão reunidos em seu nome. Todos somos “buscadores” do Ressuscitado.

Concluímos nossa reflexão com palavras de Santo Ambrósio: “O Senhor não rejeita ser tocado por uma mulher, mesmo porque Maria inclusive já ungira seus pés com perfume. Ele não recusa o contato, mas ensina como progredir. Pois, aqueles que tocaram Cristo durante sua permanência nesta vida e neste corpo, nem todos podem tocar nele ressuscitado. Quem quer tocar em Cristo deve mortificar seus membros e como destinado a ressuscitar, se revestir de infinita misericórdia, renunciando sem hesitação às coisas da terra”.

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