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13 de mar de 2010

OS DOIS NO TEMPLO, MAS COMO SÃO DIFERENTES!

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Temos todos um alto apreço por nossos templos e pelas celebrações que ali se desenvolvem. Judeus e cristãos sempre soubemos valorizar esses espaços do culto. Temos ímpeto de tirar as sandálias dos pés porque uma Presença toda especial do Altíssimo ali se mostra. Em nossas eucaristias dominicais ou mesmo diárias, unimos nossas vozes às vozes de outros irmãos e irmãs, diante do Senhor. Sentimos a alegria única de exprimir nossa adoração e profunda veneração ao Deus grande e belo que nos ouve, nos cerca de carinho, nos perscruta. Gostamos de fazê-lo com nossos familiares e irmãos mais da fé. A harmonia das vozes, o alegre convívio, o canto dos salmos, a Palavra que ouvimos, tudo isso torna encantadora nossa vida. Sabemos que esse culto será tanto mais belo quanto mais ele partir de interiores cada vez mais transparentes.
A paróbola do fariseu e do publicano que vão rezar no templo, no entanto, nos questiona. Importante rezar, jejuar, ser correto. Ninguém tem o direito de tentar a Deus, isto, agir de qualquer jeito e, mesmo assim, colocar ritos religiosos exteriores. Toda liturgia e toda adoração provirão do fundo do coração. Os personagens da parábola com suas posturas diferentes, neste tempo da quaresma, nos colocam na posição correta que precisamos ocupar quando nos dirigimos ao Senhor.
Os comentaristas deste texto dizem que Lucas prepara, de alguma forma, a teologia da justificação de Paulo. A salvação é um dom absolutamente gratuito. O homem não a consegue por si mesmo. Seus méritos são parcos para alcançar tal objetivo.
Dois homens, duas posturas completamente diferentes. Santo Agostinho escreve: “O publicano não ousava erguer os olhos para o céu. Por qual motivo não olhava para o céu? Porque olhava para si próprio. Contemplava-se para desgostar-se de si mesmo e, deste modo, agradar a Deus. Tu, ao contrário, te vanglorias, levantas a cabeça. Ao soberbo, diz o Senhor: “Não queres examinar-te? Eu te examinarei. Se não queres que eu te examine, examina-te a ti mesmo”. O publicano era seu próprio juiz, a fim de que o juiz supremo intercedesse por ele; punia-se para que o Senhor o libertasse; acusava-se para que o Senhor o defendesse” Assim, esta postura de verdade e de humildade diante de Deus tornou sua presença pura no templo. Os corações contritos conseguem varar os céus e alcançam misericórdia da parte de Deus. Continua Agostinho: “O fariseu era pecador, mas perdido e ignorando o lugar de onde viera, comportava-se como uma pessoa que vem à clínica de um médico para ser curada e, mostrando os membros sadios oculta as feridas. É Deus quem esconde as feridas, não tu. Pois, se envergonhado, tu as ocultares, não poderás ser curado? Que o médico as esconda e cure, cobrindo-as com ataduras. Quando é o médico que oculta uma chaga, ela fica curada;quando é o doente que as esconde, permanece tão somente oculta. E de quem as escondes? Daquele que conhece todas as coisas” (Lecionário Monástico II, p.310-311).


Dois homens subiram ao templo para rezar....Que diferença entre um e outro!

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