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2 de mar de 2010

FORMANDO OS DISCÍPULOS

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Jesus passou o tempo de sua vida publica com uma constante preocupação: formar seus discípulos nas coisas do mundo novo do Pai, que ele chamava de reino dos céus. Neste tempo da quaresma, o evangelho proclamado hoje nos traz dois tópicos importantes da formação dos discípulos.
Há uma certa prática religiosa que provoca tristeza em Jesus e chega mesmo a irritá-lo. Poderíamos chamá-la de “teoria das aparências”. Os mestres da Lei tinham autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Suas lições tinham que ser seguidas. Mas cuidado: eles falam e não praticam. O importante é a prática. Esses “professores” falam a respeito do pecado, do que os outros devem ou não devem fazer, mas eles fazem suas ações para serem vistos, admirados, elogiados. Uma religião de fachada. Não somente isto. Os senhores professores obrigam os outros a fazer o que não fazem. Colocam fardos nos ombros dos mais humildes da face da terra e eles não os ajudam. O certo é certo e o errado é errado. Mas os que querem e precisam ser “formadores” tratem de dar o exemplo. As palavras voam, fica o testemunho da coerência. Essa gente, dita “religiosa”, gosta de se cobrir com panos preciosos, de ocupar lugares importantes onde podem ser vistos e reconhecidos.
Ora, o Reino de Deus não pode ser de gente que adota uma tal postura. Os que ensinam, sejam coerentes. Esta é a primeira lição.
A segunda dela decorre. Nós formamos uma fraternidade. Não temos que chamar a ninguém de pai e de mestre. Há um só pai e um só mestre. O pai dos céus e o Mestre Jesus. Os discípulos de Jesus formam uma fraternidade. Nessa fraternidade vigorará a lei do serviço. O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve.
Francisco de Assis havia compreendido bem esta lição. Quando percebeu que o Senhor lhe dava discípulos, ele os chamava de irmãos. Queria fazer uma fraternidade. “E nesse gênero de vida ninguém seja intitulado de prior, mas todos sejam designados indistintamente de frades menores. E lavem os pés uns dos outros” (Regra Não Bulada, n.6).
A Igreja, espalhada em todos os cantos da terra, será feita por uma rede de comunidades ou de fraternidades que se reúnem para o culto, para escuta da Palavra e se dispõem para a caridade sem ninguém dominando ninguém nem sendo dono da verdade, mas irmãos que servem os irmãos.

Fonte: www.franciscanos.org.br

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