Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

26 de mar de 2010

E MUITOS ACREDITARAM NELE!


“Jesus passou para o outro lado do Jordão e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. Muitos foram ter com ele, e diziam: João não fez nenhum sinal, mas tudo o que ele disse, a respeito deste homem é verdade. E muitos ali, acreditaram nele”

Os evangelhos descrevem as reações de incontáveis pessoas diante de Jesus. Houve momentos de adesões imediatas e calorosas. Uns deixavam redes e barcas para segui-lo. O pequeno Zaqueu de Jericó corre para recebê-lo em sua casa e em sua vida. Uma mulher da qual ele tinha expulsado demônios queria retê-lo depois de sua ressurreição. Dois tristonhos personagens custam a reconhecer um curioso peregrino que faz caminhada com eles. Jesus foi objeto de fé e de repulsa. Falamos aqui desse Jesus que escondia em seu rosto, suas palavras, sua vida o mistério de sua Figura. Hoje temos a seguir o Cristo que depois de morto, passou à vida.

A verdadeira fé em Cristo se elabora lentamente nas pessoas e nas comunidades. Tal fé não se manifesta apenas através de um sentimento cálido e emotivo. Pode ser que muitos tenham nascido e crescido em famílias católicas que colocavam gestos religiosos (missa, oração, terço, comemoração do Natal) e assim foram se achegando de Cristo. Outros, haveriam de encontrá-lo em circunstâncias diferentes: no meio dos estudos, através do testemunho de uma comunidade, no meio de sofrimentos duríssimos de serem suportados.

Em nossos dias, a fé em Cristo precisa necessariamente se exprimir a partir da convicção da presença do Ressuscitado em nosso meio. Não se pode alimentar uma fé que evoque e lembre apenas os passos do Galileu. Aquele que foi suspenso entre o céu e a terra ganhou uma nova realidade, a do Ressuscitado.

Os que desejam solidificar sua fé haverão de freqüentar as Escrituras como gente que tem fome de encontrar nelas a presença daquele que se torna presente na aparente ausência.

A vida sacramental regular atesta para os outros e nos garante que vivemos sob o bafejo do ressuscitado.

Nossos tempos exigem uma fé lúcida. Nada de crendice. Saber dizer com nossa vida: um dia, o Deus grande se encarnou no seio de Maria, sorveu as águas de nossas fontes, amou, caminhou, corrigiu, incentivou, acolheu as pessoas, trabalhou para que o importante fosse importante e o sem importância fosse considerado sem importância. Lançou os fundamentos de um mundo novo que brotava do coração de seu Pai; reino de irmãos, de paz, de misericórdia, onde os últimos são os primeiros e os príncipes lavam os pés dos outros. Esse morreu e depois se fez presente a testemunhas especiais e continua vivo entre nós. E pela força de seu Espírito nos chama e nos cativa... e os que a ele respondemos não vivemos mais para nós para ele.

Por que tantos conservam apenas uma vaga lembrança a respeito de Cristo?

Porque nossos contemporâneos se comprazem em considerar com respeito pequeno e sem respeito essa pessoa? Por que têm tanta dificuldades em ver em Cristo a presença do abismo de Deus?

Fonte: www.franciscanos.org.br

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