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11 de mar de 2010

DISPERSAM OS QUE NÃO RECOLHEM COM O SENHOR

REFLEXÃO DO EVANGELHO


Cristo é o centro de nossa vida. Não somos simples católicos que colocamos uns gestos religiosos e professamos “teoricamente” um credo. Cristo, ao longo do tempo de nossa vida, foi exercendo um fascínio sobre as fibras mais íntimas de nós mesmos e, ao mesmo tempo, há sempre uma pergunta que dança em nossos lábios: “O que queres de mim? Para onde devo ir?”. Fazemos a doída experiência de nem sempre sermos do Senhor. Há a tentação. Há o inimigo. Não podemos esquecer: mesmo com a vitória de Cristo sobre o mal, o pecado e o demônio, as forças desagregadoras ainda estão em ação. A vida cristã é um combate, uma luta. Enzo Bianchi insiste na necessidade de uma ascese na vida cristã: “É necessária uma ascese, compreendida antes de tudo como um discernimento e, consequentemente, um engajamento, isto é, como um modo de saber pronunciar com resolução “sim” ou “não”.
Dizer sim ao que posso fazer em conformidade com o Cristo. Dizer “não” às pulsões idolátricas e egocêntricas que nos alienam e contradizem nossas relações com Deus, com os outros, com as coisas e conosco mesmos, relações chamadas a se caracterizarem pela liberdade e pelo amor. Esta disciplina é certamente laboriosa. Mas é graças a ela que o esforço vem a se tornar beleza, qualidade de vida autêntica e de verdadeira vida em comum. São, então, necessárias a resistência, a luta espiritual contra as pulsões e sugestões, as obsessões adormecidas no fundo de nosso coração, mas que se levantam com freqüência e emergem com tal força, com tal poder agressivo que se tornam para nós tentações sedutoras” (Dar sentido ao tempo, Loyola, São Paulo, p. 55-56).
Para ser bem-sucedida a empreitada cristã precisa de pessoas vigilantes e não se deixem levar pelo canto da sereia...Aproveitar, gozar, viver para si, rodopiar em torno do próprio ego, de suas coisas, de suas coisas, sempre de suas coisas.
Nos evangelhos encontramos inúmeros textos em que Jesus tem a ver com satanás. Há pessoas possuídas, demônios mudos, legiões que são levadas a porcos e porcos que morrem ribanceira abaixo. Jesus veio inquietar o mal e o Maligno. A luta não terminou. A vida cristã é um duro e ferrenho combate. Requer práticas de ascese, de controle da vista, do ouvido, de dureza para com o choramingar da carne e dos reclamos da sexualidade. Aquele que convenceu os primeiros pais a desobedecerem o Senhor continua a nos dizer que poderemos ser como deuses, que essa história de “servos inúteis” é balela.
Na medida em que somos efetivamente discípulos de Cristo vamos compreendendo o que significa: “Quem não está comigo está contra mim. E quem não recolhe comigo dispersa”. Na medida em que a vida do cristão é comunhão de vida com o Mestre, é convivência , é morrer e nascer com ele, precisamente nesta medida somos protegidos contra as insídias do inimigo. Talvez o que mais alegra o Maligno é que nós não acreditamos em sua presença e ele, sutilmente, vai agindo e debilitando nosso interior. Por isso, será importante aprofundar-se no mistério da pessoa de Cristo e conviver com sua presença ausência. Terrível a indiferença para com Cristo. De que adianta carregar o nome cristão quando o Mestre não ocupa lugar em nossa vida? “Quem não está comigo está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa”.

Fonte: www.franciscanos.org.br

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