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10 de mar de 2010

DELICADEZA DE CONSCIÊNCIA

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Os que ensinam e praticam todos os mandamentos do Senhor, até mesmo os menores, esses são os verdadeiramente grandes segundo o teor do Sermão da Montanha. “Em verdade eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da lei, sem que tudo se cumpra”. Felizes aqueles que estão sempre preocupados em conhecer a vontade de Deus a seu respeito. Felizes os que vão crescendo cada vez mais no amor de Deus de tal forma que estão sempre atentos às pequenas visitas e aos mínimos toques da graça de Deus. Não são apenas seguidores dos mandamentos tomados como um todo, mas querem viver a intimidade com Deus através de uma consciência delicada.
Há pessoas que, em seu íntimo posicionamento diante das exigências do Evangelho, mostram-se escrupulosas, medrosas e tensas. Estão sempre achando que se encontram na mentira, no pecado e que estão condenadas. Os escrupulosos são doentes que sofrem e fazem sofrer. Escrúpulo não é virtude, mas enfermidade.
Há cristãos que foram deixando sua consciência se tornar elástica. Por vezes exprimem a opinião de que tudo é correto, tudo é permitido e que “Deus é amor” e ponto final. Tais pessoas não podem crescer no amor do Senhor e em sua intimidade.
Chegaram a esse ponto porque não fizeram mais lugar em si para Deus, foram se ”acostumando” com uma vida medíocre, tíbia e vazia e, aos poucos, se transformaram em pecadores habituais e disto não têm ou não querem ter consciência. Perderam a sensibilidade. Deus não pode mais nelas penetrar.
Ficamos, porém, encantados diante de pessoas com a consciência delicada. São esses que regularmente fazem seu exame de consciência, que confrontam suas vidas com as exigências e solicitações do Sermão da Montanha. Estão sempre preocupadas em percorrer caminhos novos que lhes são abertos pela bondade do Senhor. Não somente deixam de fazer o mal, mas envidam todos os esforços para fazer o bem. Não se limitam ao mínimo, mas procuram realizar o máximo. Na oração se revestem sempre de uma postura de humildade oposta a toda auto-suficiência. Não só não prejudicam os outros, mas procuram adivinhar aquilo de que eles precisam para melhor se realizarem humana e cristãmente. Os que têm consciência delicada melhoram a maneira de rezar, inventam encontros que levarão ao afervoramento da caridade, não somente não falam mal dos outros, como evitam até de nutrir qualquer sentimento de aversão e de indiferença.
Felizes os que têm um consciência delicada.

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