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25 de fev de 2010

A PRECE DE SÚPLICA

REFLEXÃO DA LITURGIA

Diante do Altíssimo e Belo Senhor, a postura correta do ser humano é de humilde entrega e delicada dependência. Somos do Senhor, dele provimos, para ele nos dirigimos. Nas vicissitudes da vida experimentamos a necessidade de estender-lhe as mãos como um mendigo que pede auxílio. Na primeira leitura da liturgia desta quinta-feira da primeira semana da quaresma, ouvimos um belo texto da Rainha Ester. Esta não suporta mais os sofrimentos e abre o coração diante do Altíssimo: “Vem em meu socorro pois estou só e não tenho outro defensor...vem em auxílio de minha orfandade... transforma em alegria meu luto” (cf. Ester 4,17). Do fundo da existência desta mulher brota um angustiante pedido. O Senhor vê o coração dos pobres e deita neles a força de sua presença e de seu amor.
Ora, aquele que não é dono de seu destino e de sua história. A oração é, antes de tudo, o grito de um pobre, de um mendigo que se lança em Deus e confia nele, ele que cuida dos lírios dos campos e dos pássaros dos céus. O Pai nosso coloca uma hierarquia nos pedidos que devem ser proferidos: há antes de tudo o desejo de que o nome do Senhor seja bendito e sua vontade se faça. Depois vem a súplica do pão, do perdão.
Quando os textos evangélicos falam na insistência no pedido, no bater, no procurar o Senhor não significa que esteja falando de pressão sobre Deus. Ele sabe do que precisamos. O Senhor, no entanto, se compraz em ver esses todos que dele se achegam como fonte de tudo. Há essa mãe de filho doente que faz uma peregrinação ao longíquo santuário pedindo que seu menino fique bom. Há essa mulher que ama seu marido, sua casa, sua família e sente que o marido foge de seus dedos e busca aventuras estranhas. Normal que ela, na solidão de seu coração, mesmo tentando o diálogo e o entendimento com o companheiro, verta lágrimas de dor em seu quarto diante do Senhor. Belíssimos aqueles que, conscientes de seu pecado, não cessam de cantar as dolentes melodias do ato penitencial pedindo que a porta do coração de Deus se mantenha aberta e que ele, Pai dos pródigos, o perdoe.
Os verdadeiros orantes, aqueles que se sentem também em profundo sofrimento nunca esquecem de dizer: “Não se faça a minha, mas a tua vontade”.

Fonte: www.franciscanos.org.br

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