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13 de jan de 2010

Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, morre em terremoto



A coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns Neuman, 75 anos, morreu no terremoto que atingiu o Haiti nesta terça-feira, 12. A informação foi divulgada pelo gabinete do senador Flávio José Arns, sobrinho de Zilda.
Segundo o chefe de gabinete da presidência da República, Gilberto Carvalho, a médica caminhava pelas ruas de Porto Príncipe, com dois soldados do exército brasileiro, que a acompanhavam e lhe traduziam o idioma francês. Drª Zilda se encontrava no país para uma missão da Pastoral da Criança.
A CNBB sensibilizada pelo ocorrido enviou o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, para Porto Príncipe, em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB).
Nascida na cidade de Forquilhinha (SC), Zilda Arns formou-se médica na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, onde reside desde os 12 anos de idade. Ao longo de sua carreira, em instituições públicas e, desde 1983, em organizações da sociedade civil, fez da profissão uma missão de fé e vida.
"Zilda Arns foi em uma missão de paz no Haiti. Ela sempre idealizou a paz e foi para lá com a intenção de também ser uma presença de diálogo, de pacificação, além das noções de saúde e contribuições da Pastoral da Criança", disse o gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Boufleur, sobre a viagem da Drª Zilda Arns ao Haiti.
Boufleur, que trabalhava com Drª Zilda havia 12 anos, recorda que a viagem da médica já havia sido adiada três vezes, nos últimos anos, por questões de segurança. Segundo ele, Zilda estava muito empolgada com a possibilidade de levar os trabalhos e conhecimentos da Pastoral da Criança ao Haiti. Um país que sofre com o alto índice de mortalidade infantil, devido a causas básicas como a diarreia, e que poderiam ser resolvidas com as orientações da pastoral.
"Na última reunião que tivemos ela estava muito empolgada com a possibilidade de realizar esse trabalho e essa viagem, que aconteceu durante suas férias. Ela interrompeu as férias para fazer essa viagem para implantar o trabalho que fazemos no Brasil, em países da América Latina e do Caribe", disse.
Boufleur explica que além dos recursos financeiros disponibilizados pela Pastoral, a entidade contava com o apoio da Unicef, do governo brasileiro e da Igreja no Haiti, para o início das atividades no país.

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