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27 de jan de 2010

QUANDO AS SEMENTES DEITAM RAÍZES PROFUNDAS

A parábola da semente lançada à terra é conhecida. Há esses terrenos todos: terra fofa, pedras, espinhos, terra dura.... E algumas sementes, uma vez lançadas à terra, rendem cem por um. Os que escutam a Palavra e produzem frutos são aqueles que acolhem a semente em terra boa. A vida de tais pessoa é um sucesso e realizam em sua história os amoráveis desígnios do Senhor.
G. Basadonna, autor italiano de espiritualidade, escreve uma belíssima página sobre o tema da vida e da “vida bem sucedida”.
“Aproximemo-nos das singelas e cotidianas realidades do viver de cada pessoa. Há um projeto, uma expectativa, um compromisso: o desejo de atingir determinada posição social, realizar alguns sonhos longamente alimentados na adolescência e na primeira juventude; há um conjunto de ideais que formam a plataforma das opções mais imediatas. Olhando em todas as direções, prestando atenção em todas as vozes, deixando que a partir de nosso interior irrompa um grito espontâneo, pode-se dizer que tudo está a proclamar : “A vida é tua!”.
A vida é a bela invenção que a cada dia brota da mente e dos sentimentos do homem, é a formosa aventura que cada homem realiza de modo pessoal, é a incógnita que cada dia é decifrada e esmiuçada para nossa própria felicidade. A vida é tua. Ora, se olhas à tua volta, haverás de tomar consciência de que a vida não está em tuas mãos, não podes fazer dela aquilo que quiseres.
A vida te foi dada: tu não a solicitaste, não esboçastes um projeto que passas a realizar. A vida me foi dada para que eu possa gozá-la de maneira tão plena que esgote o projeto de Deus, de tal sorte que possa convertê-la, de um passo, num momento palpitante de todo o universo, num ponto importante no caminho da civilização humana. Numa tal perspectiva cada homem tem diante dele campos ilimitados de ação, possibilidades inesgotáveis de escolhas, contínuas possibilidades para inventar sua própria vida, para administrar esta imensa riqueza e fazer de si mesmo e de toda a humanidade uma aventura nunca terminada e cada vez mais fascinante.
A primeira regra para inventar a vida, para dar-lhe consistência e garantia de crescimento e solidez à nossa personalidade é deitar raízes. Deitar raízes significa ligar-se a uma realidade concreta, pertencer a um território, a uma experiência, a um contexto: tudo isso equivale a reconhecer uma realidade que nos precede e a declarar de maneira positiva nossa posição concreta. Equivale a aceitar o ambiente em que vivemos, sentir que pertencemos a este pedaço de terra, a este segmento da sociedade, com o círculo de pessoas com as quais, queiramos ou não, temos que viver. Em outras palavras significa aceitar como sendo nossa a realidade cotidiana. Deitar raízes supõe sempre uma atitude livre e responsável que nos convida a cultivar uma presença inteligente, nos convida à fantasia, a encontrar novas possibilidades e novas soluções destinadas a mudar e a melhorar tudo o que encontramos” (In Lectio Divina para cada dia del año, 5, Verbo Divina, Estella (Espanha) 2002, p. 127-128).

A semente da palavra precisa frutificar....

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