Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

7 de mai. de 2010

CONFIDÊNCIAS DE JESUS

Na proclamação do evangelho destes dias estamos lendo trechos do Discurso de Adeus da ultima ceia.

Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus.
Sempre de novo a insistência no testamento do amor. Diz Jesus: Este é o meu mandamento. Frisa o meu. Como eu vos amei. Ele deu esse amor com sua palavra e com sua vida. No momento da despedida ele tem o direito de dizer que seu mandamento não é teórico, mas que antes de enunciá-lo ele mesmo o vivera. Realmente não há maior amor do que dar a vida pelos amigos.
Já não vos chamo de servos, mas de amigos. Os apóstolos que agora estão na iminência de perder o Mestre, precisam saber que Jesus não fez deles meros continuadores de sua obra, de forma mais ou menos jurídica e organizacional. Não são seus “delegados”. Os apóstolos são amigos de Deus e sabemos a força e o peso da realidade da amizade. O amigo sabe o que faz o amigo. Eu vos chamo de amigos porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.

Entre Jesus e os discípulos vão sendo tecidos relacionamentos de intimidade. O discípulo, muitas vezes, desde a pureza de seus primeiros dias, vai convivendo com as palavras de Cristo, vai ouvindo com o interior tudo aquilo que transborda do coração do Mestre: o pai cuida dos lírios, os discípulos precisam deixar pai e mãe, que deixem os mortos enterrar os mortos, ele, o Mestre, está à porta e bate e pede abrigo em nosso interior. Assim, a voz de Jesus passa a ser a voz do amigo. Eu vos chamo de amigos.
Não fostes vós que escolhestes, mas fui eu que vos escolhi...

Mistério da eleição e da vocação. Ninguém pode se arvorar em discípulo de Cristo. Através de mensageiros, de inspirações, do testemunho de muitos, ele continua aproximando-se de tantos, pedindo que deixem redes e trabalhos e o sigam na aventura de colocar seus passos nos seus passos. Mistério da vocação cristã!!!
“Que sabemos a respeito do conteúdo do discipulado? Segue-me! Vai andando atrás de mim! Eis tudo. Segui-lo. Eis uma coisa sem conteúdo. Isto de fato não constitui um programa de vida cuja realização fizesse sentido. Não é um objetivo, um ideal pelo qual se deva lutar; nem é algo que pelos padrões humanos mereça o sacrifício de qualquer coisa e de nós próprios. E o que acontece? O ser humano, que foi chamado, larga tudo quanto tem, não para fazer algo que tenha valor específico, mas simplesmente por causa daquele chamado, porque, de outro modo, não pode seguir os passos de Jesus. A esse ato não se atribui o menor valor. Em si continua sendo uma coisa absolutamente destituída de importância, sem merecer atenção. Destruíram-se as pontes e simplesmente caminha-se em frente. Uma vez chamada para fora, a pessoa tem que abandonar a existência anterior, tem que simplesmente “existir” no sentido rigoroso da palavra. O que é velho fica para trás, totalmente abandonado (Dietrich Bonhoffer).

E Jesus escolhe os seus para que possam ir pelo mundo e para produzir frutos.

rFonte: www.franciscanos.org.br

EVANGELHO: João 15,2-17

Disse Jesus: "O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês. Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos. Vocês são meus amigos, se fizerem o que eu estou mandando. Eu já não chamo vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que seu patrão faz; eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que ouvi de meu Pai. Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês. Eu os destinei para ir e dar fruto, e para que o fruto de vocês permaneça. O Pai dará a vocês qualquer coisa que vocês pedirem em meu nome. O que eu mando é isto: amem-se uns aos outros.»

6 de mai. de 2010

Você sabe quantos Padres temos no Brasil? Vamos fazer uma conta?

Até o dia 1º de maio de 2010, a Igreja contava com 18 mil padres no Brasil. E mais de 100 milhões de fiéis. Isso significa que cada padre tem que atender a mais de 5555 fiéis.

Agora faça essa conta comigo:

10% de 18 mil padres = 1.800 padres
1% de 18 mil padres = 180 padres
0,1% de 18 mil padres = 18 padres
0,01% de 18 mil padres = 1,8 padres
Quantos padres brasileiros estão envolvidos em escândalos pela mídia? 2 ou 3? Isso significa menos de 0,02% de todos os padres do Brasil!

E os outros 99,98%?
Nós vamos condenar todos os padres por causa de 2 ou 3?
Nós vamos deixar de acreditar em 11 Discípulos porque Judas traiu Jesus?
Nós vamos deixar de acreditar no Senhor por causa disso?
Deixaremos de ir à Igreja e de comungar por causa da mídia escandalosa?
Pense bem: mesmo você sendo pecador e imperfeito, mesmo com dúvidas, mesmo que você se afaste da Igreja de Cristo, mesmo assim Jesus morreu por você!

Pense nisso com carinho.

Dom Eduardo Pinheiro da Silva (site CNBB)

PERMANECER NO AMOR DE JESUS

Como o Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. A Igreja pede que, neste tempo pascal, leiamos as confidências de Jesus no Evangelho de João. O quarto evangelho é marcado por oposições ou contrastes: trevas e luz, morte e vida, alto e baixo. O Jesus de João também quer travar relacionamentos de intimidade com os seus. O amor que o Pai tem por Jesus não pode ser descrito. É eterno e infinito. O Pai ama eternamente o Filho e o Filho ama eternamente o Pai. Os ouvintes de Jesus não são amados momentaneamente nem contemplados com um amor finito. São amados na mesma qualidade da amor com que o Filho é amado.

Ora, se assim é, a conclusão é óbvia: será fundamental permanecer no amor de Cristo. Nem seria necessário lembrar: permanecem em Jesus aqueles que obedecem seus mandamentos. Não pensamos aqui no decálogo Moisés. Este, é evidente, será sempre observado. Aqui temos em mente tantas palavras fortes de Jesus: dar sem querer de volta, perdoar sem medo, levar os largados para a hospedaria, rezar no quarto sem alarde e alarido, fazer o bem e não ter postura de superioridade, alimentar-se da carne do Senhor. Em todas as circunstâncias e situações tentar fazer aquilo que, naquele momento, Jesus faria.

Não se trata apenas de permanecer moralmente em Cristo, mas de conservar a vida que ele nos dá, como nossa riqueza. A força da videira, que é Cristo, nos dá vida. Não se afastar da vida. Nesse contexto aparece a palavra obediência. Nossos contemporâneos não gostam dela, mas somente acolhendo essa vontade é que seremos livres. Foi o que aconteceu com Jesus; foi obediente até a morte e morte de cruz.

Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.

Eu vos disse isso para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. Os que permanecem unidos a Cristo são contemplados pela alegria, recebem o presente da verdadeira alegria que nada tem a ver com euforia ensurdecedora.

Tudo isso começa quando acolhemos o amor do Pai que é manifestado em Jesus.

EVANGELHO DO DIA - João 15,9-11

Jesus disse: "Assim como meu Pai me amou, eu também amei vocês: permaneçam no meu amor. Se vocês obedecem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como eu obedeci aos mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu disse isso a vocês para que minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa."

5 de mai. de 2010

Através do ministério do sacerdote, Deus continua salvando

Papa dedica a audiência a refletir sobre a tarefa do presbítero de santificar os homens


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 5 de maio de 2010 (ZENIT.org).- Através do ministério dos sacerdotes, Deus continua salvando a humanidade, assegurou Bento XVI na audiência geral de hoje.
Na reta final do Ano Sacerdotal, que terminará no dia 11 de junho, o Papa dedicou seu encontro semanal com os peregrinos a analisar a tarefa do sacerdote de santificar os homens através dos sacramentos e do culto.
"Caros amigos, sede cientes do grande dom que os sacerdotes representam para a Igreja e para o mundo; através de seu ministério, o Senhor continua a salvar os homens, a se fazer presente, a santificar", disse aos mais de 30 mil peregrinos presentes.
E acrescentou: "Sabei agradecer a Deus, e sobretudo, permanecei próximos de vossos sacerdotes com a oração e o apoio, especialmente nos momentos de dificuldade, para que sejam cada vez mais pastores segundo o coração de Deus".
Alertou sobre a tentação dever o sacerdote somente como quem apresenta um anúncio missionário, esquecendo que sua tarefa consiste, além disso, em santificar.
"Nenhum homem, por si mesmo, a partir de suas próprias forças, pode colocar alguém em contato com Deus. Parte essencial da graça do sacerdócio é o dom, a tarefa de criar este contato. Este se realiza no anúncio da Palavra de Deus, na qual sua luz vem ao nosso encontro. Realiza-se de um modo particularmente denso nos sacramentos", esclareceu.
"É necessário refletir se, em alguns casos, a subvalorização do exercício do munus sanctificandi não teria se refletido num enfraquecimento dessa mesma fé na eficácia salvífica dos sacramentos e, em definitivo, na atuação atual de Cristo e de seu Espírito através da Igreja, no mundo."
"Quem, assim, salva o mundo e o homem? A única resposta que podemos oferecer é: Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, crucificado e ressuscitado", afirmou.
"E onde se atualiza o mistério da morte e ressurreição de Cristo, que conduz à salvação? - acrescentou. Na ação de Cristo mediante a Igreja, em particular no sacramento da Eucaristia, que torna presente a oferenda sacrifical redentora do Filho de Deus, no sacramento da Reconciliação, no qual da morte do pecado volta-se para a vida nova, e qualquer outro ato sacramental de santificação."
Portanto, o Bispo de Roma pediu a promoção de "uma catequese adequada, a fim de auxiliar os fiéis a compreenderem o valor dos sacramentos, mas é também necessário, a exemplo de Santo Cura d'Ars, sermos disponíveis, generosos e atentos no doar aos irmãos os tesouros da graça que Deus colocou em nossas mãos, e das quais não somos "proprietários", mas tutores e administradores".
"Principalmente em nosso tempo, no qual, por um lado, parece que a fé está se enfraquecendo e, por outro, emerge uma necessidade profunda e uma busca difundida por espiritualidade, é necessário que cada sacerdote lembre que, em sua missão, o anúncio missionário, o culto e os sacramentos nunca estão separados, e que promova uma sã pastoral sacramental, a fim de formar o povo de Deus e ajudá-lo a viver em plenitude a liturgia, o culto da Igreja, os sacramentos como dons gratuitos de Deus, atos livres e eficazes de sua ação de salvação", assegurou.
Este foi o conselho do Papa aos mais de 400 mil sacerdotes do mundo: "Vivei com alegria e com amor a liturgia e o culto: é ação que o Ressuscitado cumpre na potência do Espírito Santo em nós e por nós".
Convidou-lhes a "voltar ao confessionário, como local nos qual se celebra o sacramento da Reconciliação, mas também como lugar a ser ‘habitado' com mais frequência, para que o fiel possa encontrar misericórdia, conselho e conforto, sentir-se amado e compreendido por Deus e experimentar a presença da Misericórdia Divina, junto à presença real na Eucaristia".
Por último, convidou cada sacerdote a "celebrar e viver com intensidade a Eucaristia, que está no coração da missão de santificar; é Jesus que deseja estar conosco, viver em nós, doar-se a si mesmo, mostrar-nos a infinita misericórdia e ternura de Deus".