Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

1 de mai. de 2010

A calça do Seu Joaquim

O seu Joaquim era funcionário de um Banco. Certa noite, saindo do trabalho, percebeu que sua calça tinha um buraco. Com medo de não ter uma calça adequada, no dia seguinte, resolveu entrar numa loja e comprar uma calça nova. Como sempre, a calça estava bastante comprida, por ser ele de baixa de estatura. Sobravam sete centímetros. A balconista perguntou se queria que mandasse a roupa para uma costureira ajeitar no tamanho certo. Para isso, porém, deveria esperar até o dia seguinte, porque a loja estava fechando. O seu Joaquim respondeu que tinha três mulheres em casa e que, com certeza, ao menos uma delas podia ajeitar a calça. O homem chegou animado em casa e foi direto com a esposa, mostrou a calça nova e disse que precisava cortá-la uns sete centímetros. Por azar a mulher estava passando roupa e respondeu que estava muito cansada, não tinha certeza de ter tempo e vontade para ajeitar a calça do marido.
O seu Joaquim não desanimou, foi atrás da sogra, que também morava com eles. Gentilmente perguntou a ela se podia encurtar, em sete centímetros, a calça nova. A sogra estava assistindo à telenovela e respondeu com mau humor que deixasse a calça sobre o sofá, mas não garantia se ia costurá-la, ou não, naquela noite. Enfim o seu Joaquim foi atrás da filha pedindo o mesmo favor. Esta respondeu não ter tempo porque no dia seguinte tinha uma prova na universidade. O seu Joaquim, meio triste, foi dormir sem saber o que podia acontecer com a sua calça nova. Mais tarde a mulher dele percebeu que tinha sido grossa com o marido. Pegou a calça nova e cortou sete centímetros das pernas. A sogra, quando desligou a televisão, decidiu que afinal o genro não era tão mal e que precisava ser ajudado. Também cortou a calça. Por fim a filha, arrependida, achou por bem fazer uma boa ação e cortar a bendita calça do pai. Podemos imaginar o resultado de tanto serviço e o seu Joaquim foi trabalhar com a calça velha.
As três mulheres pensaram em ajudar, mas o resultado foi um desastre. O bem deve ser bem feito, de outra forma pode não ser tão bom como desejávamos.

Vale a pena refletir sempre sobre o mandamento de Jesus: “Amai-vos uns aos outros”. Não é um amor qualquer, não é uma simples boa ação, é muito mais: é um estilo de vida, o seguimento de um exemplo, e o testemunho que somos discípulos do verdadeiro Mestre.
É por isso que Jesus continua dizendo que a maneira certa de amar é a mesma com a qual ele nos amou. Total, radical, sem reservas. Quando limitamos o amor o matamos antes de nascer. Quando, por exemplo, decidimos amar somente os que nos amam, os simpáticos, os do nosso partido, da nossa igreja, os nossos bajuladores, não estamos vivendo bem o amor. Podemos até pensar que estamos amando e sendo amados, mas pode ser que isso aconteça por interesse, por vantagem, por negócio, ou mesmo por medo de arriscar algo mais da nossa vida. Mais uma vez, quando nos resguardamos demais querendo nos defender dos aproveitadores, corremos o perigo de nunca sair do nosso egoísmo, de nunca aprender a nos doar como Jesus, ou ao menos, sempre um pouco mais, além de cálculos e barganhas.
A situação não melhora muito se olharmos as nossas comunidades. Segundo Jesus o amor entre os discípulos deveria ser visível para todos: aos de dentro e aos de fora. Talvez seja mais fácil, às vezes, salvar as aparências, manter as boas maneiras exteriores, as palavras educadas e os sorrisos superficiais. Podemos sempre enganar os que olham de fora, mas e os de dentro? Seria enganar e mentir a nós mesmos. Está difícil, não está? Vamos desanimar e desistir? De jeito nenhum, ao contrário, maior é o desafio, maior deve ser a nossa determinação. Jesus nos aponta a “medida alta”, isto é: a meta, o ideal para que o desejemos, o almejemos, o sonhemos. Se tivesse pedido menos, já estaríamos todos conformados com os fracassos, as meias medidas. Seríamos cristãos remediados. Nunca desejaríamos o melhor. Jesus não brincava, porque conhecia o coração humano e a tentação da mediocridade. Para aprender a doar tudo, até a nossa vida, temos que aprender a dar sempre, cada vez um pouco mais, até alcançar a “medida alta” da santidade, do amor pleno como o de Jesus.
Talvez para isso precisamos “cortar” alguma coisa: o egoísmo, o comodismo, a indiferença. Quem vai ficar mais curto, nesse caso, é o nosso orgulho, mas o nosso amor vai crescer. Não como a calça nova do seu Joaquim.

Dom Pedro José Conti

1º DE MAIO - Dia de São José Operário

A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: "Viva Cristo Trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!" O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.

O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: "Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da eqüitativa repartição de direitos e deveres."

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: "Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa... O Senhor é Cristo" (Col 3,23-24).

São José Operário, rogai por nós!

EVANGELHO DO DIA - Mateus 13,54-58

E Jesus voltou para a sua terra. Ensinava as pessoas na sinagoga, de modo que ficavam admiradas. Diziam: «De onde vêm essa sabedoria e esses milagres? Esse homem não é o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não moram conosco? Então, de onde vem tudo isso?» E ficaram escandalizados por causa de Jesus. Mas Jesus disse: «Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família.» E Jesus não fez muitos milagres aí, por causa da falta de fé deles.

30 de abr. de 2010

Na casa de meu Pai há muitas moradas


Durante muito tempo, perguntei a mim própria porque é que o Bom Deus tinha preferências, porque é que as almas não recebiam todas o mesmo grau de graças. [...] Jesus dignou-Se instruir-me neste mistério: pôs em frente dos meus olhos o livro da natureza e eu percebi que todas as flores que Ele criou são belas, que o esplendor da rosa e a brancura do lírio não apagam o perfume da pequena violeta ou a simplicidade encantadora da margarida. Percebi que, se todas as florinhas quisessem ser rosas, a natureza perdia o seu ornamento primaveril, os campos já não estariam esmaltados de flores.
Assim é também no mundo das almas, que é o jardim de Jesus. Ele quis criar grandes santos, que podem ser comparados aos lírios e às rosas, mas criou também santos menores, que se devem contentar em ser margaridas ou violetas, destinadas a alegrar os olhos do Bom Deus quando Ele Se debruça sobre elas; a perfeição consiste em fazer a Sua vontade, em ser o que Ele quer que sejamos.
Compreendi ainda que o amor de Nosso Senhor se revela tanto na alma mais simples que não opõe nenhuma resistência à Sua graça, como na alma mais sublime. Com efeito é próprio do amor abaixar-se; se todas as almas se assemelhassem às dos Santos Doutores que iluminaram a Igreja com a clareza da sua doutrina, parece-me que o Bom Deus não Se abaixaria suficientemente vindo apenas aos seus corações; mas Ele criou a criança que não sabe nada e apenas emite fracos bramidos, criou o pobre selvagem que só tem para se conduzir a lei da natureza, e é exactamente ao seu coração que Se digna descer, estas são as Suas flores dos campos, cuja simplicidade O deleita. Abaixando-Se assim, o Bom Deus mostra a Sua grandeza infinita. Tal como o sol ilumina ao mesmo tempo os cedros e cada florinha como se ela fosse a única na terra, assim também Nosso Senhor Se ocupa particularmente de cada alma, como se não houvesse outra semelhante a ela.

SANTA TERESA DO MENINO JESUS

ESSE LUMINOSO E MISTERIOSO JESUS

Estamos sempre no evangelho de João, evangelho dos sinais, dos símbolos que apontam para uma realidade que ainda está para chegar.

O Jesus do quarto evangelho faz questão de dizer, a mais não poder, que ele vem do alto, ele e o Pai são um, ele só faz o que o viu no Pai. E os que crêem no Pai nele acreditarão e os que nele acreditam, ele os levará ao Pai. Os que o Pai lhe confiou não se perderão. Jesus é caminho, verdade, vida. Ninguém vai ao Pai senão por ele.

“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também”. Sempre aparece esse Jesus que é mais do que seus gestos humanos de bondade, de misericórdia e de limpidez. Ele insiste em se colocar junto do Pai. Os cristãos não consideram Cristo apenas um profeta ou um homem bom. Ele vem do mistério da Trindade.

O texto proclamado na liturgia deste dia se situa nas proximidades da morte de Jesus. Os seus discípulos não podem ter o coração perturbado.

Ela vai. Vai passar. Vai atravessar o umbral da morte. Depois que terminar seu êxodo estará em condições de preparar moradas para nós no coração do Pai.

Dirige-se aos seus com palavras de esperança e de ternura, com promessas de vida e de ventura. Ele vai levar os seus consigo. Onde ele estiver,depois da morte, na glorificação de seu corpo, junto do Pai, lá será a pátria dos seus. “Haverei de vos levar comigo a fim de que onde eu estiver estejais também vós”.

Tomé ainda pergunta a respeito do caminho. Jesus diz que é caminho, verdade e vida. Não se trata apenas da imitação dos comportamentos de Jesus, belíssimos e nobilérrimos. Trata-se de seguir Jesus no seu despojamento, morrer com ele e com ele renascer. Esse é o caminho. Não se trata apenas de uma imitação exterior. Mas no mistério dos sacramentos morremos e renascemos e assim sabemos que nosso lugar está marcado na sala do festim da eternidade.

Fonte: www.franciscanos.org.br

EVANGELHO: João 14,1-6

Jesus continuou dizendo: «Não fique perturbado o coração de vocês. Acreditem em Deus e acreditem também em mim. Existem muitas moradas na casa de meu Pai. Se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês. E quando eu for e lhes tiver preparado um lugar, voltarei e levarei vocês comigo, para que onde eu estiver, estejam vocês também. E para onde eu vou, vocês já conhecem o caminho.» Tomé disse a Jesus: «Senhor, nós não sabemos para onde vais; como podemos conhecer o caminho?» Jesus respondeu: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim»

29 de abr. de 2010

Encerramento do 1º Cerco de Jericó

"Clamai, pois o Senhor
vos entregou
esta cidade."
Na noite desta quinta-feira (29/04), encerrou-se o 1º Cerco de Jericó da Paróquia São José de Carnaúba dos Dantas/RN. Após sete dias e noites de muita oração e louvor, o encerramento do Cerco aconteceu com uma bonita celebração da Santa Missa de Cura e Libertação.
Durante esses dias, os paroquianos puderam viver momentos especiais, onde o nome do Senhor foi exaltado e aclamado, perante o Santíssimo Sacramento que esteve exposto no altar principal da Matriz de São José.
Na missa de abertura do cerco, ocorrida no dia 22/04/10, aconteceu a entrada da arca, que ficou durante todos esses dias recebendo os pedidos dos fiéis que clamaram pela quebra dos seus muros particulares, depositando nos pés do Santíssimo suas necessidades, suas aflições, seus anseios. Na arca também estavam depositados os pedidos de oração pelo 3º Encontro de Casais com Cristo, que acontecerá nesse próximo final de semana, pelo Ano Sacerdotal, pelo Papa e pela juventude. Hoje, no final da Santa Missa, a arca foi transportada para a frente da Matriz, onde foi totalmente queimada, simbolizando, assim, a queda dos muros/bloqueios particulares de todos que tiveram a coragem de clamar ao Senhor por uma mudança em sua vida.
Padre João Paulo, administrador paroquial da paróquia São José, disse que a realização desse 1º Cerco de Jericó foi colocada no seu coração em oração. A comunidade católica carnaubense agradece ao Senhor Deus pelas realizações operadas em nosso meio, através de iniciativas como essa, que só veem para nos engrandecer espiritualmente.
A PAZ DO SENHOR PARA TODOS que se dedicaram com afinco durante esses dias. Deus sempre faz sua parte; cumula-nos de graça e bênçãos, agora compete a nós multiplicá-los!