Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

30 de jan. de 2010

Grupos abortistas tentam bloquear anúncio pró-vida que será exibido durante o “Super Bowl”, nos Estados Unidos.


Diversos grupos abortistas estão tentando bloquear um anúncio pró-vida que será exibido durante o “Super Bowl”, o evento esportivo mais importante do país e o mais sintonizado do mundo, no qual a máxima estrela do futebol americano universitário dos Estados Unidos, Tim Tebow, agradece a sua mãe por não ter praticado um aborto quando o esperava rechaçando assim a “recomendação” de seus médicos.
O anúncio, que será irradiado pela cadeia americana CBS, foi criado pela instituição Focus on the Familiy (Enfoque à Família) e busca recordar o inalienável direito à vida que tem toda pessoa.
Entretanto, para a abortista Jehmu Green, presidenta do Women’s Media Center, “esta campanha coloca um tema muito controvertido em um lugar no qual todos os americanos devem estar unidos, não divididos”.
Do mesmo modo, para a também ativista anti-vida, Erin Matson, vice-presidenta da Organização Nacional de Mulheres (NOW, por suas siglas em inglês) “este comercial é francamente ofensivo” e alega que “é ódio pintado de amor. Envia a mensagem de que o aborto sempre é um engano”.
A respeito, o próprio Tim Tebow comentou que quem rechaça este anúncio o qual defende a vida “devem ao menos respeitar que defendo o que acredito. Sempre estive convencido disto porque essa é a razão pela qual estou aqui. Minha mãe foi uma mulher muito valente”.
Para Gary Schneeberger que trabalha para o Enfoque à Família, o anúncio “celebra a vida e a família” e considera ademais que “não tem nada de político ou controvertido. É uma história pessoal de amor entre uma mãe e seu filho”.
Comprometido com a causa pró-vidaTebow é atualmente o quarto zagueiro (Quarte Back) dos Florida Gators, equipe ao que o ano passado Tim guiou ao seu segundo campeonato nacional da NCAA (a liga universitária) e já é uma estrela nacional. Tebow nunca ocultou sua profunda fé cristã.
Tebow também manifestou sua alegria pela publicidade dada à história de sua mãe que ajudou a outras mulheres a optarem por não abortar os seus filhos não nascidos. Com efeito, a mãe de Tebow servia como missionária junto ao pai do jogador de futebol nas Filipinas quando estava grávida de Tim, o quinto dos seus filhos.
Durante a gestação, a mãe contraiu uma infecção severa e os médicos propuseram que ela abortasse para salvar as duas vidas. A mulher se opôs e superou a infecção. Tim nasceu com perfeita saúde em 14 de agosto de 1987.
“Há muita gente que decidiu não submeter-se a um aborto, porque escutou a história da minha mamãe, ou que foram animados porque compartilho minha fé na televisão ou nas reportagens”, disse Tebow, quem está acostumado a luzir citas bíblicas no rosto durante os jogos.
Tebow cresceu ajudando os seus pais na missão cristã das Filipinas. Foi educado em casa por sua mãe, quem inculcou em todos seus filhos fortes valores cristãos. Foi além disso o primeiro atleta educado em casa em receber o Troféu Heisman, o máximo galardão para os jovens jogadores de futebol americanos.
Em meados do ano passado, Tim Tebow, de 22 anos, deixou estupefatos a dezenas de repórteres quando admitiu em uma roda de imprensa que decidiu preservar sua castidade e esperar ao matrimônio para ter relações sexuais.

JESUS DORMIA SOBRE UM TRAVESSEIRO

REFLEXÃO DO EVANGELHO - Marcos 4,36-41

Tudo leva a crer que Jesus tivera naquele dia uma jornada estafante. Sempre a mesma coisa. Muitas pessoas que o procuravam. Eram criaturas aflitas precisando de graças e atenções, comida e cura. Jesus, num determinado momento, exprime o desejo de ir para a outra margem do lago de Tiberíades.
Os apóstolos avisaram para que todos se fossem. Marcos observa que eles levaram Jesus como estava, dando a entender que não teve tempo de trocar de roupa ou de comer alguma coisa. O evangelista, com seu jeito de escrever, mostra simplicidade e quase ingenuidade.
Começou a soprar uma ventania muito forte... Imaginamos o pavor experimentado pelos apóstolos. Pavor, medo... medo de morrer. A vida é cheia de medos: medo de assaltos, medo de não acertar na vida, medo de fracassar, medo de uma doença, medo de arriscar a vida no evangelho. Medos de ontem e medos de hoje. A ventania forte fazia com que a água enchesse a barca. Um casamento destroçado, um filho morto com bala perdida... tudo isso causa medo, pavor e desespero. Onde está Deus? Será que está dormindo. Jesus estava na parte de trás dormindo sobre um travesseiro... O pormenor do travesseiro é de Marcos. Jesus estava cansado e mesmo com o movimento das ondas, dormia. Como parece dormir nos momentos em que atravessamos turbulências e tempestades.
A vida nos coloca diante de tentações, de perigos, de momentos em que parece que o sonho de santidade vai desmoronar. E Jesus, também em nossa vida, na barca de nossa existência e da Igreja, parece dormir.
Coloca-se, nesse contexto, o sentido de uma verdadeira fé-confiança na presença do Ressuscitado em sua Igreja, na vida do mundo e em nossa história pessoal. “Ter fé significa abandonar-se a Deus até quando ele “dorme”, porque sabemos que nenhuma dificuldade pode vencer-nos; Deus já as venceu. Isto, porém, não nos isolará do mundo, fazendo-nos passar por cima dos seus problemas, pois sabemos que o plano de Deus é libertar o mundo do mal e, que nesse processo de libertação, o cristão é chamado a colaborar, lutando ao seu lado, levando a sério seus problemas sem desanimar” ( Missal Dominical da Paulus, p. 940).
Na medida em que convivemos com Cristo ao longo das etapas da vida vamos tendo a certeza de que não estamos sós. Alimentamo-nos de seu gesto de amor comendo Pão da Vida. Ouvimos sua Palavra que anima a caminhada. Por vezes, como Jesus, vamos ao nosso jardim das oliveiras chorar uma lágrima e enxugar o suor da fronte. Mesmo aí, sabemos que o Senhor nos acompanha.
“Jesus levantou e ordenou ao vento e ao mar: Silêncio! Cala-te! O vento cessou e houve uma grande calmaria”.

EVANGELHO DO DIA - Marcos 4,35-41

Nesse dia, quando chegou a tarde, Jesus disse a seus discípulos: «Vamos para o outro lado do mar.» Então os discípulos deixaram a multidão e o levaram na barca, onde Jesus já se encontrava. E outras barcas estavam com ele.
Começou a soprar um vento muito forte, e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já estava se enchendo de água. Jesus estava na parte de trás da barca, dormindo com a cabeça num travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: «Mestre, não te importa que nós morramos?» Então Jesus se levantou e ameaçou o vento e disse ao mar: «Cale-se! Acalme-se!» O vento parou e tudo ficou calmo. Depois Jesus perguntou aos discípulos: «Por que vocês são tão medrosos? Vocês ainda não têm fé?» Os discípulos ficaram muito cheios de medo e diziam uns aos outros: «Quem é esse homem, a quem até o vento e o mar obedecem?»

29 de jan. de 2010

João Paulo II é santo, defende postulador em livro


Razões que devem levar o Papa João Paulo II aos altares. Esse é o fio condutor do livro "Porque é santo" lançado nesta terça-feira, 26, no Vaticano, pelo postulador da causa de beatificação do venerável Pontífice, monsenhor Slawomir Oder. O volume, apresentado também pelo Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins, conta com a colaboração do jornalista Saverio Gaeta.
"Porque é santo" foi elaborado com informações dos 114 testemunhos recolhidos na pesquisa diocesana da causa de beatificação e mostram um pouco mais da vida de João Paulo II.
De acordo com mons. Oder, trata-se de uma narração interna marcada por numerosos episódios, anedotas e documentos inéditos que revelam aspectos desconhecidos da vida humana, espiritual e eclesial de Karol Wojtyla.
Logo na apresentação do livro, o autor descreve quem era particularmente João Paulo II: "um homem absolutamente apaixonado por Deus. Um homem que moldou toda a sua vida na chave da amizade espiritual com o Senhor. Um homem que viveu intensamente essa relação espiritual, que talvez tenha sido de certo modo acentuada pelo fato de desde muito jovem ter sido privado de suas principais referências afetivas humanas, isto é, seus pais. Toda a intensidade da sua riqueza humana, justamente porque homem verdadeiro, deve ser buscada na sua relação com Cristo."
Para o jornalista Gaeta, a santidade do Papa poderia ser vista na vida diária de João Paulo II. "a santidade de fazer uma piada certa no momento certo ou colocar-se em oração logo após ter lavado as mãos antes de celebrar a Santa Missa, e entrar verdadeiramente no mais puro misticismo na ausência total do tempo e do que acontecia à sua volta".
Podemos ilustrá-lo através de uma piada - apresentada no início do livro -, um episódio em que ele responde a uma irmã que o via um pouco abatido: "estou preocupada com Vossa Santidade", ao que ele respondia amavelmente: "Também estou preocupado com a minha santidade". Era uma piada simpática, que, dita assim, permite compreender o quanto o Papa tinha isto claro em todos os momentos de seu dia e em toda a situação", conclui Gaeta.
Sobre a fama de santidade do Papa, o Cardeal Saraiva Martins diz: "Sempre tive a convicção de que o Papa Wojtyla era um santo. Eu o conheci muito bem e, de fato, a impressão que sempre tive é de que realmente fosse um santo, e como todo santo era uma pessoa humana de uma humanidade extraordinária e profunda. Efetivamente, não há nenhuma distinção entre santidade e humanismo: no fundo, a santidade não é nada mais que a plenitude da humanidade. O santo é aquele que vive plenamente a sua humanidade e Wojtyla era plenamente homem e santo."


Fonte: www.cancaonova.com

O REINO QUE ESTÁ NO MEIO DE NÓS

REFLEXÃO DO EVANGELHO - Marcos 4,26-34

Aos poucos corremos o risco de ir nos acostumando com palavras e imagens dos Evangelhos, que à primeira vista, nos parecem herméticas. Penso aqui na palavra reino. No Pai-nosso, desde nossa infância, dizemos: “Venha a nós o vosso reino...”. O que as crianças imaginam quando dizem esta prece? Reino significa dominação de, presença forte. Dizemos, por exemplo, naquela família reina um espírito de serviço. Isto quer dizer: uns ajudam os outros, prestam-se mútuos serviços. Reina um clima diferente do egoísmo. Assim, quando dizemos Reino de Deus, pensamos num universo concreto onde a vontade de Deus é levada em consideração, onde seus projetos se tornam os projetos de todos, onde há uma “infiltração” dos desígnios de Deus.
O Reino de Deus é a terra do amor. Ele foi prometido pelos profetas e realizado na pessoa, na obra, na paixão, na morte e na ressurreição de Jesus, o Filho amado. A Igreja existe como modesto começo do mundo do Reino.O Reino está presente no mundo. Ele não acontece abruptamente. Leva tempo. É como uma semente que se lança à terra. O agricultor vai dormir e deixa que a força da semente e a umidade da terra ou o calor do sol façam seu trabalho. E o fruto aparecerá.
Esse pai, presente na vida dos filhos, homens de lisura, capaz de acolher o negativo da vida com coragem, foi lançando sementes do reino de Deus no coração do filho. Um dia, olhando de longe, o pai enxuga uma lágrima ao ver que seu filho copia o modo de ser de Jesus. O reino vai sendo instaurado. Os agentes de pastoral trabalham, lutam. Aparentemente não verificam resultados. Um é que planta, outro que rega e Deus dá a força. O reino vai acontecendo. Felizes os que se gastam pelo Reino.
O reino é semelhante a um pequeno grão, a uma minúscula semente de mostarda. Não se consegue vê-la a olha nu. E, quando ela apodrece na terra, e começa a nascer é uma pequena árvore. As aves dos céus fazem ninhos em seus ramos. Penso naquela religiosa simples, de poucas letras, que anos a fio cuidou da horta e da cozinha, com seu avental, seu hábito de trabalho, seus doces, suas delicadezas, sua intimidade com Deus. Essa mulher é artífice do mundo novo de Jesus Cristo e ela completa a obra da salvação da humanidade. Assim é o reino de Deus.
Felizes aqueles que gastam a vida para a edificação do Reino do Senhor!

EVANGELHO DO DIA - Marcos 4,26-34

E Jesus continuou dizendo: «O Reino de Deus é como um homem que espalha a semente na terra. Depois ele dorme e acorda, noite e dia, e a semente vai brotando e crescendo, mas o homem não sabe como isso acontece. A terra produz fruto por si mesma: primeiro aparecem as folhas, depois a espiga e, por fim, os grãos enchem a espiga. Quando as espigas estão maduras, o homem corta com a foice, porque o tempo da colheita chegou.»Jesus dizia ainda: «Com que coisa podemos comparar o Reino de Deus? Que parábola podemos usar? O Reino é como uma semente de mostarda, que é a menor de todas as sementes da terra. Mas, quando é semeada, a mostarda cresce e torna-se maior que todas as plantas; ela dá ramos grandes, de modo que os pássaros do céu podem fazer ninhos em sua sombra.»
Jesus anunciava a Palavra usando muitas outras parábolas como essa, conforme eles podiam compreender. Para a multidão Jesus só falava com parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, ele explicava tudo.

28 de jan. de 2010

A alegria que vem da escuta da Palavra

A criancinha conhece de longe a voz da mãe. Às vezes, ela chora para a mãe acudir e ela escutar a sua voz. A palavra da mãe é um remédio para ela. Cessa a tristeza, cessa a dor. A mãe está com ela. Isto lhe traz segurança e a certeza de que tudo está ou vai ficar bem.
Nós também somos assim com relação a nossos amigos, a um parente mais próximo, a quem amamos. Através de uma carta, de um telefonema, de um e-mail e melhor ainda, de uma visita de alguma pessoa querida, sentimo-nos alegres, satisfeitos. É bom ouvir uma palavra amiga, um gesto de conforto. Às vezes, um simples cumprimento nos faz felizes.
Deus é a nossa voz materna, e como as criancinhas, também precisamos ouvir a sua voz. Sua Palavra nos traz a proteção de um Pai, o carinho de uma Mãe, o conforto de um Amigo. A sua Palavra é pura ternura.
Ele nos amou primeiro. Colocou o homem no paraíso onde ele tinha tudo maravilhosamente criado para que ele se sentisse bem.
Quando nossos primeiros pais não corresponderam à Palavra de Deus, ao seu amor sem medidas, Ele, ao invés de se zangar, ficou mandando mensagens de misericórdia e amor para a humanidade.
De início, Ele falou através dos profetas que foram anotando tudo para a posteridade. Na plenitude dos tempos, Ele enviou seu próprio Filho, a sua Palavra, o Verbo que se encarnou e viveu entre nós de modo a nos mostrar que o Pai nos ama e que nos fará um bem enorme escutar o que Ele nos diz.
Nosso Senhor Jesus Cristo é a Palavra. Jesus é a ponte por onde podemos escutar o Pai e falar com Ele.
Os judeus foram o povo escolhido e Jesus advertia: "Quem tem ouvidos de ouvir, ouça".
Muitas vezes temos bons ouvidos e não queremos ouvir. E perdemos a grande oportunidade de aclarar nossos ouvidos e nossa mente.
Os judeus conviveram com Ele, mas não o conheceram. Ele veio humilde e pobre para mostrar que a riqueza material é passageira e não perene como a riqueza da alma.
Felizmente, alguns judeus O escutaram e anotaram para nós passagens de suas lições. A Palavra de Deus é toda impregnada de amor. Quem a escreveu, ainda que seja homem simples, foi inspirado pelo Espírito Santo. Assim nos veio a Bíblia, a história do amor de Deus para conosco. Com ela, temos a chave para abrir as portas do conhecimento de sua ação no mundo.
Ele nos fala pela Bíblia, Ele nos fala pelos acontecimentos, Ele nos fala pela nossa vida, Ele nos fala através das pessoas. Constantemente, Ele nos fala.
E nós nos lembramos d'Ele somente quando enfrentamos alguma dificuldade e pedimos socorro. Pior ainda: há quem passe por uma dificuldade e considere que Deus lhe enviou o problema. Imagina que tudo o que lhe ocorre de mal é castigo de Deus.
No entanto, sua Palavra é mansa, agradável de ouvir, relaxante, saudável. Só nos traz o bem, a paz. Até nas repreensões, Ele é doce e brando. Tão brando, tão doce, que o Filho suportou tudo, por amor à humanidade e, no momento crucial de seu sofrimento, Ele, mansamente nos diz: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração. E encontrareis descanso para vossas almas, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".
E por que o seu fardo tão doloroso é leve? Porque Ele fez por amor.
Muitas vezes não valorizamos, na Bíblia, sua fonte inesgotável de sabedoria, de santidade e de compreensão dos mistérios. E estamos perdendo o melhor de nossa vida, porque a escuta da Palavra de Deus nos reconforta nas dificuldades, nos anima, torna-se presente em todos os nossos momentos. Podemos experimentar freqüentemente a alegria, uma alegria que vem da abertura do nosso coração para escutar a Palavra de Deus.
O sol é a luz natural que Deus criou para nós. Mostra-nos as cores e o esplendor da natureza. Mostra-nos também o rosto e a vida das pessoas, dos nossos semelhantes.
A Palavra de Deus é um sol maior e mais potente. Não tem ocaso.
Que a luz da Palavra inspirada e revelada pelo Espírito Santo brilhe em nossa vida, assim como o sol que ilumina o dia.
Padre Wagner Augusto