Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

19 de nov. de 2009

D. HELDER CÂMARA - 100 anos (parte 5)


Dom Helder, sinal de contradição

Dom Helder foi, antes de tudo, um profeta, no sentido bíblico da palavra: alguém que proclama, em nome de Deus, as verdades mais necessárias e incômodas.Seguindo a tradição dos antigos profetas da Bíblia, ele tornou-se um personagem controverso: amado e odiado, aplaudido e boicotado, tido em conta de santo quando distribuía pão com os famintos e acusado de subversivo quando denunciava as causas da fome.
"NENHUM PROFETA É RECONHECIDO EM SUA PRÓPRIA TERRA", disse Jesus, referindo-se a si mesmo, à fria acolhida dos seus conterrâneos em Nazaré da Galiléia. Algo semelhante aconteceu com dom Helder. Nos mesmos anos em que a ditadura militar armava todo tipo de estratégias para calar sua voz, a ponto de proibir a simples menção do seu nome na mídia, ele sofria pressões e ataques dentro da sua amada Igreja, da parte de seus irmãos no ministério. Embora eleito pelos jornalistas europeus como uma das dez personalidades mais influentes durante o Concílio Vaticano II, ele reconhece: "vim para cá com planos muitos queridos, sonhos que não pareciam meus. Não forcei a Providência; não houve nem sombra de clima para eles". O que muitos setores da Igreja temiam era sobretudo o novo estilo de episcopado que ele propunha, ao convidar todos os bispos presentes ao Concílio para depor suas cruzes de ouro ali mesmo e voltar para casa com cruzes de madeira penduradas ao pescoço.
Dom Helder foi ultrapassado pelos acontecimentos da história e da sua morte. Profetas e profetismo estão fora da moda hoje em dia. As Igrejas, de um modo geral, escolhem o caminho mais fácil de homilias que dizem o que a platéia quer ouvir e ritos para enternecer os corações, sem maior compromisso com o Evangelho.
Neste tipo de Igreja a memória de dom Helder continua sendo como fora sua vida, um "sinal de contradição" (cf. Lc. 2, 33 ). Contudo, a Igreja não se reduz aos seus setores mais visíveis, ela é feita também de resistências marginais, minorias lúcidas a quem Dom Helder chamava de "minorias abraâmicas". Estas cuidam de manter viva a herança do profeta, manter levantada a bandeira de uma Religião comprometida com a causa dos direitos dos mais fracos, com a dignidade da vida, com a procura de uma sociedade mais limpa e igualitária, com uma Igreja mais compassivamente mãe, a fim de ser autenticamente mestra.
* Frei Aloísio Fragoso

Dia dos Leigos encerra o Ano Catequético

Em 1991, a Igreja no Brasil criou o Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas. A data escolhida foi a festa de Cristo Rei, celebrada no final de novembro. Neste ano, a festa ocorre no próximo domingo, 22, e coincide com o encerramento do Ano Nacional Catequético, lançado pela CNBB no mês de abril.
Segundo o presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, dom José Luiz Bertanha, há duas razões para a escolha desta data. “Nessa ocasião (festa de Cristo Rei), os leigos e leigas da Ação Católica faziam sua adesão de pertença a esse movimento e, nessa festa, a cada ano, renova-se o compromisso com o reinado de Jesus de Nazaré, de maneira especial, contribuindo com a construção da sociedade justa, fraterna e solidária para que haja vida para todos”, recorda o bispo.
Leigo é o termo usado, na Igreja, para designar os que foram batizados, mas que não receberam nenhum ministério ordenado como, por exemplo, os bispos, padres e diáconos. “Pelo nome de leigos são compreendidos todos os cristãos, exceto os membros de ordem sacra e do estado religioso aprovado na Igreja”, diz o documento Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II.
“O Concílio Vaticano II resgatou o papel fundamental dos leigos como membros povo de Deus e protagonistas da Evangelização e da promoção humana”, explica dom Bertanha. “São homens e mulheres da Igreja no mundo e homens e mulheres do mundo na Igreja”, completa.

Ano Catequético

Neste ano, a comemoração do Dia dos Leigos coincide com o encerramento do Ano Catequético Nacional lançado pela Igreja no Brasil. Segundo cálculos da CNBB, no país há mais de 600 mil catequistas e a maioria são leigos.
“O Ano Catequético ajudou a despertar para uma nova concepção de catequese, entendida como formação permanente, e não voltada apenas para crianças”, diz a assessora da Comissão Episcopal Bíblico-catequética da CNBB, Irmã Maria Zélia Batista.
Segundo a religiosa, o Ano Catequético fez surgir escolas catequéticas, cursos de pós-graduação em catequese, além de ter suscitado inúmeras mobilizações como congressos, caminhadas, romarias com os catequistas. Para 2010, está previsto um Congresso sobre animação bíblica.
Fonte: CNBB

REFLEXÃO DO DIA: Quinta-Feira 19/11

Jesus se aproximou, e quando viu a cidade, começou a chorar. E disse: «Se também você compreendesse hoje o caminho da paz! Agora, porém, isso está escondido aos seus olhos! Vão chegar dias em que os inimigos farão trincheiras contra você, a cercarão e apertarão de todos os lados. Eles esmagarão você e seus filhos, e não deixarão em você pedra sobre pedra. Porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio para visitá-la.» (Lc 19,41-44)
A cidade de Jerusalém abre as suas portas para Jesus, mas não abre o seu coração. Não aceita as suas palavras e rejeita a sua doutrina, pois os seus olhos estão voltados para outra direção, a direção que a levará até a destruição e a morte. É necessário que abramos o nosso coração e reconheçamos que somos visitados pelo Deus da Vida e que rejeitar essa visita significa para nós trilharmos os caminhos da morte, resultado de uma vida de quem apenas está preocupado em olhar para seus interesses mesquinhos e não para os verdadeiros bens que são destinados a quem acolhe o Senhor e vive segundo os valores do Evangelho.
Fonte: CNBB

18 de nov. de 2009

ANIVERSÁRIO DO TERÇO DOS HOMENS DO MONTE DO GALO









Na noite desta quarta-feira tivemos a comemoração pelo 4º aniversário do Terço dos Homens do Bairro Dom José Adelino (Monte do Galo). A comemoração teve início com uma procissão pelas ruas do bairro. Logo após, houve a missa em ação de graças, celebrada pelo Pe. Henock, vigário paroquial de Acari, e, após a missa, uma confraternização com todos os presentes.

A Oração é a “Ponte” que cria um caminho imediato para nos encontrarmos com nosso criador – DEUS. Através desta estrada de luz, conseguimos Paz, União, Harmonia, Felicidade, Saúde e muito mais.

O TERÇO DOS HOMENS É UM PRESENTE VALIOSO DE DEUS PARA QUE POSSAMOS MELHORAR, VIA CRISTO E MARIA, NOSSAS VIDAS E O MUNDO.

D. HELDER CÂMARA - 100 anos (parte 4)

" GOSTARIA DE SER APENAS UMA SIMPLES
POÇA D'ÁGUA QUE REFLETISSE O CÉU."

Muito se tem escrito sobre Dom Helder no Brasil e em vários países, nos lugares por onde passou e onde sua influência se fez sentir.
Em texto divulgado pelo Conselho Nacional de Leigos do Brasil são apresentados comentários emocionados de Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo de Manaus e Vice-Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil sobre Dom Helder. Destacamos alguns pontos que refletem um pouco da personalidade desse homem excepcional, o Guerreiro da Paz.
“Uma das grandes personalidades do século XX, homem de Deus, que tinha uma visão singular sobre o povo pobre brasileiro”.
“Eu o conheci em 1984, quando me tornei bispo. Dom Helder era um profeta que falava empolgadamente, não dizia palavras de um intelectual, mas você percebia que era algo profundo, de alguém que tinha intimidade com Deus. Lembro-me de quando ele se hospedava em minha casa, por volta de 4h da manhã lá estava ele fazendo suas orações. Foi realmente um homem de oração, austero, de uma intelectualidade muito profunda”.
“Sempre foi um homem de coragem e de convicções fortes que enfrentou e apontou caminhos para o Brasil.
“Um profeta, homem que viu o mundo com os olhos de Deus. Ele foi totalmente comprometido com a Igreja, a serviço do povo pobre; da colegialidade episcopal, pois foi ele quem fundou a CNBB; e com o seu profetismo”.
“Eu conheci pessoas extremamente contrárias a dom Helder e seus ideais. Elas não suportavam as idéias dele, mas, quando o conheciam pessoalmente se encantavam com seu modo de falar, seu carisma e até paravam para ouvi-lo. Creio que isso ocorria porque ele tinha uma fé profunda, que vinha do coração.”
“Dom Helder é um modelo que a história da humanidade precisa conservar. Sua história e sua memória fazem ponte com a história do Brasil”.
“Seus escritos são espetaculares; sua eloquência é fabulosa, foi um homem de muita fé que vinha de uma espiritualidade que preservava um amor a Deus e ao próximo. Enfim, ele foi alguém que acreditou numa causa e lutou por ela até o fim”.

Devolvamos ao Senhor!


"Que tens tu que não tenhas recebido?", diz-nos S. Paulo (1 Co, 4,7).

Não sejamos, pois, avaros dos nossos bens como se eles nos pertencessem... Confiaram-nos a sua responsabilidade; temos o uso de uma riqueza comum, não a posse eterna de um bem que nos seja próprio. Se reconheceres que esse bem só é teu cá em baixo por um tempo limitado, poderás adquirir no céu uma possessão que não terá fim. Lembra-te daqueles servos que, no Evangelho, tinham recebido talentos do seu patrão e de que o patrão, ao regressar, entregou a cada um deles; compreenderás então que depositar o seu dinheiro no banco do Senhor para o fazer dar frutos é muito mais proveitoso do que conservá-lo com uma fidelidade estéril sem que renda nada para o credor e com grande prejuizo para o servo inútil, cujo castigo será tanto mais pesado...Apresentemos, pois, ao Senhor os bens que dEle recebemos.

Com efeito, não possuimos nada que não seja um dom do Senhor e só existimos porque Ele o quer. Que poderíamos considerar como nosso, se nada nos pertence, devido a uma dívida enorme e privilegiada? Porque Deus criou-nos, mas também nos resgatou. Rendamos-Lhe graças por isso: resgatados por grande preço, o preço do sangue do Senhor, nós não somos coisas sem valor...

Devolvamos ao Senhor o que Ele nos deu. Devolvamos Àquele que recebe na pessoa de cada pobre. Devolvamos com alegria, para receber dEle com júbilo, tal como nos prometeu.

S. Paulino de Nola (355-431

REFLEXÃO DO DIA: Quarta-Feira 18/11

Tendo eles ouvido isso, Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém, e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo. Então Jesus disse: «Um homem nobre partiu para um país distante a fim de ser coroado rei, e depois voltar. Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata para cada um, e disse: ‘Negociem até que eu volte.’ Seus concidadãos, porém, o odiavam, e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: ‘Não queremos que esse homem reine sobre nós’. Mas, o homem foi coroado rei, e voltou. Mandou chamar os empregados, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto haviam lucrado. O primeiro chegou, e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais’. O homem disse: ‘Muito bem, empregado bom. Como você foi fiel em coisas pequenas, receba o governo de dez cidades’. O segundo chegou, e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. O homem disse também a este: ‘Receba também você o governo de cinco cidades’. Chegou o outro empregado, e disse: ‘Senhor, aqui estão as cem moedas que guardei num lenço. Pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Tomas o que não deste, e colhes o que não semeaste’. O homem disse: ‘Empregado mau, eu julgo você pela sua própria boca. Você sabia que eu sou um homem severo, que tomo o que não dei, e colho o que não semeei. Então, por que você não depositou meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. Depois disse aos que estavam aí presentes: ‘Tirem dele as cem moedas, e dêem para aquele que tem mil’. Os presentes disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ Ele respondeu: ‘Eu digo a vocês: a todo aquele que já possui, será dado mais ainda. Mas daquele que nada tem, será tirado até mesmo o que tem. E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, tragam aqui, e matem na minha frente’.» Depois de dizer essas coisas, Jesus partiu na frente deles, subindo para Jerusalém. (Lc 19, 11-28)
Os dons que temos não nos pertencem, mas sim a Deus, que é o Senhor de tudo, de modo que os dons que recebemos de Deus devem ser ordenados para ele. Sendo assim, não podemos usar os nossos dons, nem mesmo os dons naturais, somente em vista da nossa realização e da nossa promoção pessoal, mas devemos colocá-los a serviço de Deus e dos nossos irmãos e irmãs, pois somente quando o dom se transforma em serviço é que ele é capaz de multiplicar e de produzir frutos em abundância, contribuindo, assim, para que o Reino de Deus cresça cada vez mais no meio dos homens.
Fonte: CNBB