Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

13 de jul. de 2010

Liberdade religiosa, caminho para a paz


"Liberdade religiosa, caminho para a paz". Este foi o tema escolhido pelo Papa para a 44ª edição do Dia Mundial da Paz, celebrado pela Igreja Católica no dia 1º de janeiro. A Sala de Imprensa da Santa Sé publicou hoje o tema e o comentário sobre o Dia da Paz em quatro línguas: italiano, inglês, francês e espanhol.
O tema foi escolhido como uma resposta às "várias formas de limitação ou negação da liberdade religiosa, de discriminação e marginalização baseadas na religião, até a perseguição e a violência contra as minorias", afirma o comunicado.
A liberdade religiosa é a "liberdade das liberdades" e é "coerente com a procura da verdade e a verdade do homem". "Tudo aquilo que se opõe à dignidade do homem, opõe-se à procura da verdade e não pode ser considerado como liberdade religiosa". A religiosidade não pode ser reduzida ao fundamentalismo e a outras manipulações. No texto, o Vaticano defende que uma verdadeira e profunda visão da liberdade religiosa amplia os horizontes da humanidade e liberdade do homem e lhe permite estabelecer uma relação profunda com si mesmo e com os outros.
É profundo e justo entender como a liberdade religiosa é importante nos ensinamentos do Papa Bento XVI durante suas viagens e encontros com os chefes de estado. O tema torna-se fundamental também para o próximo Sínodo sobre o Oriente Médio. Na ONU, em 18 de abril de 2008, disse que "não deveria nunca ser necessário negar a Deus para poder gozar os próprios direitos. Os direitos ligados à religião necessitam muito serem protegidos e considerados de um conflito com a ideologia secular prevalente ou com posições de uma maioria religiosa de natureza exclusiva".
O Dia Mundial da Paz é celebrado pela Igreja Católica desde 1968. O Santo Padre está preparando a mensagem que será apresentada ao fim da Missa, celebrada sempre na Basílica Vaticana. O tema da liberdade religiosa escolhido pelo Santo Padre para o Dia Mundial da Paz de 2011 está em continuidade com os temas precedentes da data: a verdade, "Na verdade, a paz", de 2006; a dignidade da pessoa humana, "A pessoa humana, coração da paz", de 2007; a unidade da família humana, "Família humana, comunidade de paz", de 2008; a luta contra a pobreza, "Combater a pobreza, construir a paz", de 2009; e, enfim a preservação da criação, "Se quiser cultivar a paz, preserve a criação", de 2010.

Fonte: www.gaudiumpress.org

Regional Nordeste 2 promove encontro de coordenadores diocesanos de catequese



Os coordenadores de catequese de 14 dioceses do Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte) estiveram reunidos, de 08 a 11, no Seminário São José, diocese de Garanhuns (PE). Nestes dias a assessora nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequético da CNBB, irmã Zélia Batista, conduziu os trabalhos em torno do tema “Iniciação à Vida Cristã”, estudos da CNBB número 97.
“Registramos a presença de 58 participantes dentre eles o bispo referencial para a Catequese no Regional, dom Mariano Manzana, bispo de Mossoró (RN), sacerdotes, religiosas, seminaristas, leigos empenhados na catequese em nossas Igrejas”, destacou a assessora da CNBB.
Segundo irmã Zélia, o encontro favoreceu a compreensão, a vivência e a partilha da catequese de inspiração catecumenal que deve nortear a ação catequética. A reflexão iluminou o caminho que deverá ser trilhado em nossas dioceses, através da apresentação de uma prática do catecumenato crismal, referencial metodológico para implementação do projeto de iniciação à vida cristã nas dioceses, que exige a participação de todos, de modo especial da comunidade catequizadora.
Os representantes da Diocese de Caicó no encontro foram a Ir. Maria de Jesus (Coordenadora Diocesana de Catequese), Andrey Jonathon (Articulador de Catequese da Diocese) e Valdemir de Medeiros (Coordenador de Catequese do Zonal I), que já marcaram um momento para prepararem o relatório de todo o encontro, a fim de ser apresentado ao nosso Bispo Diocesano Dom Delson. Brevemente os coordenadores paroquias de catequese receberão uma carta-convite, anunciando a Assembléia Extraordinária, onde será repassado o encontro e, consequentemente, o estudo do RICA - Ritual da Iniciação Cristã.

Fontes: CNBB e Pastoral Catequética Diocesana

30 anos de ordenação sacerdotal de Dom Manoel Delson



Será celebrada hoje às 19h, no Santuário do Rosário, em Caicó/RN, a missa em comemoração ao 30º aniversário de vida sacerdotal de Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, Bispo Diocesano de Caicó.
Dom Delson foi ordenado no dia 5 de julho de 1980, na igreja de Santo Antonio, em Feira de Santana/BA e em 5 de julho de 2006 foi nomeado bispo de Caicó/RN.

“A alegria de um povo é saber que tem um pastor que anda na frente de suas ovelhas mostrando-lhes o caminho a ser seguido. Nessa postura, ele não está superior aos seus, mas apresentando um caminho pelo qual ele mesmo passou, experimentou e tem a alegria de mostrar aos seus irmãos, de apresentar que esse é via de salvação, indicando-o com a própria vida. Mesmo guiando, tal pastor também sabe entrar junto ao seu rebanho, aproximando-se e reconhecendo as deficiências de suas ovelhas, as suas diversidades de valores e habilidades. Próximo, ele configura a postura de Cristo que sente compaixão do seu povo porque está presente na humanidade. (...) Dando continuidade à postura de São Francisco de Assis, Dom Delson consegue ser presença na comunidade diocesana de Caicó, sinal da preocupação de Deus com o nosso povo na manutenção de um caminhar cristão, sustentado na fé e na ordem, por meio de uma vida simples e prudente.”
(JORNAL A FOLHA)

A comunidade diocesana se fará presente na missa celebrativa, demonstrando, assim, o seu reconhecimento ao pastor que guia com zelo o rebanho que lhe foi confiado.

“TER” OU “VIVER A FÉ"

Jesus continua sua caminhada. Não pára. Caminha. Espera corações delicados que ouçam sua Palavra, que possam levá-la ao fundo do coração e, acolhendo-a com generosidade, venham a realizar maravilhas em sua vida. O tema básico das conversas de Jesus não era outro senão o da mudança, da transformação, da conversão. Em suas andanças, Jesus passa por cidades de seu povo, de gente que partilha sua fé, como Corazim e Betsaida. Censura-as.
Milagres e portentos foram feitos ali e seus habitantes não se tocaram, não mudaram de vida, não entraram num esquema de conversão. Estas cidades se fecharam em si mesmas. Seus habitantes não tinham fome de Deus, nem de plenitude. Estavam satisfeitos com as coisas alcançadas. Não acreditavam que precisassem fazer esforços na linha de conversão ao novo. Jesus afirma que cidades pagãs, como Tiro e Sidônia, se tivessem visto os sinais de Jesus, certamente produziriam belos frutos de conversão.
Aí estão os cristãos e os católicos espalhados. Muitos deles se reúnem em comunidades de fé. Celebram os sacramentos, colocam gestos de oração e são até animadores e incentivadores de obras de assistência aos necessitados. Não há dúvida. Eles não são “maus”. Pode, no entanto, acontecer que esses cristãos ou católicos desde o berço tenham criado uma “resistência” ao novo. Diria quase que estejam “imunizados” à perene novidade do Evangelho. Pensam que já escutaram, da parte de Cristo e da Igreja, o que tinham que ouvir e se acomodaram numa religião acabada, terminada, pronta, pobre, legalista, ritual, sacramentalista.
Deixaram de buscar, não sentiram mais sede de Deus, pensaram que o fim tinha chegado antes da hora. Assim, como Jesus reagiu a grupos “satisfeitos” e fechados em seu tempo, hoje os pastores e missionários mais lúcidos questionam uma pastoral funcional: alguém se batizar e pronto, fazer primeira eucaristia e não ter sido convocado a viver num esquema de conversão; atividades pastorais pontuais e episódicas, grandiloqüentes, mas sem a força da conversão, sem o convite a buscar o novo, sem a audácia de trilhar caminhos ainda não pisados.
Felizes as comunidades que vivem em estado de conversão: que nunca deixam de fazer o exame de sua consciência, que estão sempre fazendo uma leitura dos sinais dos tempos, acolhem o novo que o Ressuscitado anda propondo.
Precisamos todos deixar-nos encantar. Os que se encantam descobrem o novo, revestem-se de generosidade, abandonam todos os esquemas da mesmice e da repetição estéril de gestos e palavras. A vida não admite que a coloquemos em categorias pequenas e estreitas.
“Eu vos digo, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós”.
“Livra-nos, Senhor, da religião semelhante a um pacote feito, a um embrulho que vem do ontem e vai para o amanhã intacto. Abre o nosso interior ao novo”.

Fonte: www.franciscanos.org.br

EVANGELHO: Mateus 11,20-24

Então Jesus começou a falar contra as cidades onde havia realizado a maior parte de seus milagres, porque elas não tinham se convertido. Ele dizia: «Ai de você, Corazin! Ai de você, Betsaida! Porque, se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que foram feitos no meio de vocês, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinzas. Pois bem! Eu digo a vocês: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura que vocês. E você, Cafarnaum! Será erguida até o céu? Será jogada é no inferno, isso sim! Porque, se em Sodoma tivessem acontecido os milagres que foram realizados no meio de você, ela existiria até o dia de hoje! Eu lhe digo: no dia do julgamento, Sodoma terá uma sentença menos dura que você!»
PALAVRAS DA SALVAÇÃO - Glória a vós, Senhor

11 de jul. de 2010

Pecados públicos

Não reclamo. Apenas constato. Tem ficado cada vez mais difícil a gente se reconciliar com os erros cometidos. O motivo é simples. A vida privada acabou. O acontecimento particular passa a pertencer a todos. A internet é um recurso para que isso aconteça. Os poucos minutos noticiados não cairão no esquecimento. Há um modo de fazê-los perdurar. Quem não viu poderá ver. Repetidas vezes. É só procurar o caminho, digitar uma palavra para a busca.
Tudo tem sido assim. A socialização da notícia é um fato novo, interessantíssimo. Possibilita a informação aos que não estavam diante da TV no momento em que foi exibida.
A internet nos oferece uma porta que nos devolve ao passado. Fico fascinado com a possibilidade de rever as aberturas dos programas do meu tempo de infância. As imagens que permaneciam vivas no inconsciente reencontram a realidade das cores, movimentos e dos sons.
Mas o que fazer quando a imagem disponível refere-se ao momento trágico da vida de uma pessoa? Indigência exposta, ferida que foi cavada pelos dedos pontiagudos da fragilidade humana? Ainda é cedo para dizer. Este novo tempo ainda balbucia suas primeiras palavras.
O certo é que a imagem eterniza o erro, o deslize. Ficará para posteridade. Estará resguardada, assim como o museu resguarda documentos que nos recordam a história do mundo.
Coisas da contemporaneidade. Os recursos tecnológicos nos permitem eternizar belezas e feiuras.
Uma fala sobre o erro. Eles nascem de nossa condição humana. Somos falíveis. É estatuto que não podemos negar. Somos insuficientes, como tão bem sugeriu o filósofo francês Blaise Pascal. O bem que conhecemos nem sempre atinge nossas ações. Todo o mundo erra. Uns mais, outros menos. Admitir os erros é questão de maturidade. Esperamos que todos o façam. É nobre assumir a verdade, esclarecer os fatos. Mais que isso. É necessário assumir as consequências jurídicas e morais dos erros cometidos. Não se trata de sugerir acobertamento nem de solicitar que afrouxem as regras. Quero apenas refletir sobre uma das inadequações que a vida moderna estabeleceu para a condição humana.
Tenho aprendido que o direito de colocar uma pedra sobre o erro faz parte de toda experiência de reconciliação pessoal. Virar a página, recomeçar, esquecer o peso do deslize é fundamental para que a pessoa possa ser capaz de reassumir a vida depois da queda. É como ajeitar uma peça que ficou sem encaixe. O prosseguimento requer adequação dos desajustes. E isso requer esquecer. Depois de pagar pelo erro cometido a pessoa deveria ter o direito de perder o peso da culpa. O arrependimento edifica, mas a culpa destrói.
Mas como perder o malefício do erro se a imagem perpetua no tempo o que na alma não queremos mais trazer? Nasce o impasse. O homem hoje perdoado ainda permanecerá aprisionado à imagem. A vida virtual não liberta a real, mas a coloca na perspectiva de um julgamento eterno. A morbidez do momento não se esvai da imagem. Será recordada toda vez que alguém se sentir no direito de retirar a pedra da sepultura. E assim o passado não passa, mas permanece digitalizado, pronto para reacender a dor moral que a imagem recorda.
Estamos na era dos pecados públicos. Acusadores e defensores se digladiam nos inúmeros territórios da vida virtual. Ambos a acenderem o fogo que indica o lugar onde a vítima padece. A alguns o anonimato os encoraja. Gritam suas denúncias como se estivessem protegidos por uma blindagem moral. Como se também não cometessem erros. Como se estivessem em estado de absoluta coerência. No conforto de suas histórias preservadas, empunham as pedras para atacar os eleitos do momento.
O fato é que o pecador público exerce o papel de vítima expiatória social. Nele todas as iras são depositadas porque nele todas as misérias são reconhecidas. No pecado do outro nós também queremos purgar o pecado que está em nós. Em formatos diferentes, mas está. Crimes menores, maiores; não sei. Mas crimes. Deslizes diários que nos recordam que somos território da indigência. O pecador exposto na vitrine deixa de ser organismo. Em sua dignidade negada ele se transforma em mecanismo de purificação coletiva. É preciso cautela. Nossos gritos de indignação nem sempre são sinceros. Podem estar a serviço de nossos medos. Ao gritar a defesa ou a condenação podemos criar a doce e temporária sensação de que o erro é uma realidade que não nos pertence. Assumimos o direito de nos excluir da classe dos miseráveis, porque enquanto o pecador permanecer exposto em sua miséria, nós nos sentiremos protegidos.
Mas essa proteção que não protege é a mãe da hipocrisia. Dela não podemos esperar crescimento humano, tampouco o florescimento da misericórdia. Uma coisa é certa. Quando a misericórdia deixa de fazer parte da vida humana, tudo fica mais difícil. É a partir dela que podemos reencontrar o caminho. O erro humano só pode ser superado quando aquele que erra encontra um espaço misericordioso que o ajude a reorientar a conduta.
Nisso somos todos iguais. Acusadores e defensores. Ou há alguém entre nós que nunca tenha necessitado de ser olhado com misericórida?
Pe. Fábio de Melo

AQUELE QUE SE MOVEU DE COMPAIXÃO

Coisa simples e fundamental lembra Jesus ao mestre da lei que lhe indagava a respeito do modo de poder receber a herança da vida eterna: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo”. Para ilustrar sua afirmação Jesus conta uma parábola que é a história de sua vida e o resumo de sua missão.
Um homem havia caído nas mãos dos ladrões e jazia quase morto à beira do caminho. O estado lastimável daquele havia sido assaltado clamava por ajuda imediata, sem protelação, sem desculpas. Aquele ser humano simplesmente precisava ser ajudado, fosse amigo ou inimigo, simpático ou não. Ali estava perdendo sangue e com sério perigo de morrer. Sacerdote e levita, quem sabe imaginavam que ele já estivesse morto. Não se importam com ele. Tinham medo de se contaminar com um cadáver. Passaram adiante. Não “perderam” seu tempo. Um comentarista afirma: “Por que o sacerdote e o levita passaram ao largo não se diz. Talvez por julgarem o semimorto morto de verdade. E eles não o queriam tocar, pois o cadáver haveria de torná-los impuro para o culto. Ou talvez porque temessem eles mesmos cair nas mãos dos salteadores? Por que não queriam se atrasar? Em todo caso o pensamento no bem estar pessoal foi mais forte que o sentimento de misericórdia para com o desgraçado, se é que de algum modo se incomodaram. Como sacerdotes e levitas serviam ao Senhor e representavam os homens que deviam ser modelos no cumprimento do amor a Deus. Mas o amor ao próximo? Culto e misericórdia estavam separados entre si” Foram executar suas tarefas no culto. Tarefas marcadas, prescritas, mas talvez sem alma.
Passa, então, um samaritano. Por acaso. Um homem, quem sabe, no auge de suas forças, pelos quarenta anos, rico de experiências interiores, reto, mesmo sendo inimigo do que estava prostrado. Não faz considerações subjetivas. Toma consciência de que uma pessoa pode morrer se não forem tomadas urgentes providências. “Um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão”. Importante esta observação: o samaritano sentiu compaixão. Cuida dele, leva-o em sua montaria, coloca-o na hospedaria, paga os gastos e promete pagar outros que por ventura acontecerem. Um homem bom, que ama efetivamente. Este é fortíssimo candidato a entrar na glória da herança eterna. O amor verdadeiro é o passaporte a ser apresentado nos umbrais da eternidade.
Ele, o filho de Maria e o Verbo feito carne, veio entre nós. Circulou no meio de leprosos e seres abandonados, olhou nos olhos mortos de cegos e teve pena da pobre viúva que não controlava sua tristeza ao enterrar se filho único. Percorreu a terra com um samaritano bom, recolhendo os estropiados na hospedaria de seu interior. Passou por perto de cada um e deitou nas feridas o azeite de sua atenção afetiva e efetiva. Quando já estava morto permitiu que um soldado lhe abrisse o peito e inaugurou uma nova e definitiva hospedaria para o jogados à beira do caminho, ou seja, os espaços de seu coração.
A comunidade dos cristão circula pelo mundo prestando atenção a todos os que estão morrendo para serem levados até o Coração do Verdadeiro e Bom Samaritano.

Fonte: www.franciscanos.org.br