Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

30 de mai. de 2010

O INSONDÁVEL MISTÉRIO DA TRINDADE

Santíssima Trindade : Festa de Deus! Insondável abismo de Deus! Um Deus em três pessoas distintas. Um Deus indizível. Não pode ser dito, mas simplesmente adorado. Festa de louvor, de alegria e de adoração.

Ele, o Altíssimo, é aquele pelo qual nosso coração anseia. Para além do que podemos ver, ouvir, sentir há Alguém. Chamamo-lo de Tu, Numinoso, Deus, Altíssimo, Todo Outro, Insondável, aquele que mora numa luz inacessível. Sempre buscado, nunca alcançado. Não se pode ver a Deus sem morrer, diz a Escritura. Moisés, diante de um arbusto que ardia, compreende que ali há uma presença diferente. O arbusto que ardia, o fogo que podia queimar. Deus do fogo e do ardor. Moisés é convidado a tirar suas sandálias porque aquela era uma terra santa, com a presença dele. E o seu nome era: Eu sou o que sou. Isaías faz uma experiência de Deus no templo. Majestoso, o Senhor, estava sentado no trono cercado dos serafins. E o profeta compreende que ele é o santo, três vezes santo, um Deus santíssimo. Precisa purificar os lábios com um carvão ardente. Elias, por sua vez, desalentado, busca refúgio na caverna. Lá faz ele também uma experiência de Deus. Na subida do Horeb aparece pão e um jarro de água para aquele que se sentia desalentado. Na caverna, num determinado momento, há uma brisa suave e Elias cobre o rosto porque o Senhor passa. Nós catamos o Amado, buscamos aquele que pode encher de profunda felicidade esse nosso irrequieto coração.

Jesus é o grande revelador , do Pai que mora numa luz inacessível e do Espírito. Jesus fala muito do Pai, que ele conhece, do qual ele vem, igual a ele. Fala do Pai que o ama, que não o larga, do qual ele quer sempre fazer a vontade.

Ele mesmo, totalmente homem, tem o rosto iluminado na montanha da transfiguração. Insiste em dizer que ele o Pai são um. Quem o vê, vê o Pai. Os dois, o ele e o Pai, haverão de enviar o Paráclito que procede de um e de outro. Pai, Filho e Espírito Santo.

O ensinamento sobre a Trindade aparece claramente no Prefácio da Solenidade: Com vosso Filho único e o Espírito Santo, sois um só Deus e um só Senhor. Não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus. Tudo o que revelastes e nós cremos a respeito da vossa glória atribuímos igualmente ao Filho e ao Espírito Santo. E, proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro, adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade.

O Pai não é gerado. É eternamente Pai. O Verbo, o Filho, é eternamente gerado. Na plenitude dos tempos, o Verbo se faz carne em Maria. O Verbo tem uma missão para fora da Trindade. A Trindade vem ao encontro do homem… A fornalha de amor que é a Trindade se difunde. O amor, o laço entre o Filho e o Pai é tão forte que é o Espírito. Este também, depois da obra do Filho, tem uma missão ad extra. Falamos da ação do Espírito que continua a obra de Cristo.

Somos batizados na Trindade, fazemos o sinal da cruz com os nomes das três pessoas, todas as orações oficiais da Igreja se fazem em nome da Trindade.

O Pai nos ama, o Filho nos redimiu e o Espírito foi derramado em nossos corações.

Fonte: www.franciscanos.org.br

EVANGELHO: João 16,12-15

SOLENIDADE DE SANTÍSSIMA TRINDADE


«Ainda tenho muitas coisas para dizer, mas agora vocês não seriam capazes de suportar. Quando vier o Espírito da Verdade, ele encaminhará vocês para toda a verdade, porque o Espírito não falará em seu próprio nome, mas dirá o que escutou e anunciará para vocês as coisas que vão acontecer. O Espírito da Verdade manifestará a minha glória, porque ele vai receber daquilo que é meu, e o interpretará para vocês. Tudo o que pertence ao Pai, é meu também. Por isso é que eu disse: o Espírito vai receber daquilo que é meu, e o interpretará para vocês."


PALAVRAS DA SALVAÇÃO - Glória a vós, Senhor

29 de mai. de 2010

A AUTORIDADE DE JESUS

Jesus, ao longo de sua vida pública, se viu envolvido em controvérsias e disputas. Muitos de seus adversários estavam sempre prontos a questioná-lo com forte dose de maldade. No templo sumos sacerdotes, mestres da lei, anciãos perguntam a Jesus: Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso? Estas coisas eram os milagres, os sinais do mundo novo: abrir os olhos aos cegos, curar os paralíticos, abrir o ouvido aos surdos.

Jesus resolve debater com eles e todos se calam. Por medo...

Jesus tem autoridade pelo seu jeito de viver. Teve uma infância e uma juventude vividas em total discrição. Nada de coisas extraordinárias. Num determinado momento ele se deu conta que devia começar seu serviço. Vai ao Jordão. Ali o Pai o designa como seu mensageiro e diz mesmo: “Este é o meu Filho dileto, escutai-o”. Jesus tem consciência de que o Pai lhe confia uma missão. Vai ser agora um arauto do Pai. Sua autoridade vem do Alto.

Viverá uma vida simples: sem casa, sem bagagens, comendo aqui e ali, vestindo-se singelamente, estando perto das pessoas. A autoridade do Mestre vem desse jeito de viver. Aproxima-se dos simples, alimenta os famintos, observa carinhosamente a mulher que coloca esmolas generosas no templo mesmo sendo paupérrima, olha para um cego jogado na estrada e lhe dá a visão. Gestos de bondade, sem interesse pessoal. As pessoas que amam têm autoridade moral e podem e precisam ser seguidas. Foi precisamente o caso de Jesus que passou a vida fazendo o bem.

Mas não basta isso. Jesus, de modo especial, no evangelho de João diz que ele vem do Pai, que o Pai o enviou, que ele precisa fazer a vontade do Pai, que veio instaurar o Reino de Deus. Diz mais ainda. Afirma que ele e o Pai são um. Sua autoridade vem do fato de vir do Pai e de sua unidade com o Pai.

Com sua paixão, morte e ressurreição e sua presença misteriosa no meio dos homens ele continua falando em nome do Pai, atraindo corações, e exigindo carinhosamente que as pessoas se posicionem diante dele e da vontade do Pai.

Jesus é autoridade por causa de seu amor e por ser o enviado do Pai.

É certo que Cristo é um mestre exigente. E que bom que o seja. Não admite muitas discussões. Quando ele irrompe numa vida há uma urgência em se dar resposta. Por que ele urge? Por que tempo é breve e ele não pode deixar de aproximar-se das pessoas para que elas não se percam na mediocridade. Há uma pressa no seguimento. Ubaldo Terrinoni fala dessa resposta imediata e urgente: “Aquele que é chamado, diante do apelo do Senhor, não pode, facilmente, hesitar, tergiversar ou adiar a resposta, mas deve decidir-se, dar resposta no momento do encontro. O apelo tem, pois, uma nota de urgência: é o apelo do tempo oportuno, do tempo favorável; é a grande e feliz ocasião que não pode falhar, ou melhor, deve ser aproveitada agora, aqui e de imediato, para mim, para você” ( Projeto de via evangélica, Paulinas 2007, p.46).

EVANGELHO DO DIA - Marcos 11,27-33

Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Jesus estava andando no Templo. E os chefes dos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos se aproximaram dele. Perguntaram: «Com que autoridade fazes tais coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?» Jesus respondeu: «Vou fazer uma só pergunta. Respondam-me, e eu direi com que autoridade faço isso. O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondam-me.» Eles comentavam entre si: «Se respondemos que vinha do céu, ele vai dizer: ‘Então, por que vocês não acreditaram em João?’ Devemos então dizer que vinha dos homens?» Mas eles tinham medo da multidão, porque todos consideravam João como verdadeiro profeta. Então eles responderam a Jesus: «Não sabemos.» E Jesus disse: «Pois eu também não vou dizer a vocês com que autoridade faço essas coisas.»
PALAVRAS DA SALVAÇÃO - Glória a vós, Senhor

28 de mai. de 2010

DIEGO FERNANDES na Matriz de São José


NA CASA DE ORAÇÃO

Jesus reclama de pessoas que tinham feito do templo um lugar de negócios. A impressão que se tem é que haviam perdido o sentido profundo e religioso daquele espaço que era casa de oração. Marcos usa expressão forte: Vós fizestes dela uma toca de ladrões. Jesus, vendo o desrespeito pelo templo, pela casa do Pai, age com certa violência. Derruba as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas e impedia que carregassem o que quer que fosse pelo templo.

Não podemos absolutizar o templo. O Deus grande e belo, criador e sustentador está presente em toda parte. As coisas permanecem na força criadora do Senhor. Todo lugar é lugar de encontro com Deus. Depois da encarnação do Verbo, o ser humano passou, de modo especial, a ser templo de Deus. Já tomamos as distâncias devidas e necessárias à religião do templo, da sacristia, de um modo de cultuar a Deus num único espaço pedindo que ele ali permaneça e deixe o campo livre para as ações ditas profanas. Não fazemos mais essa distinção.

Dito isto não podemos deixar de dizer que temos um carinho e uma afeição para com os templos. Desde as mais modestas capelinhas das encruzilhadas até às basílicas sabemos que elas são casa de oração.

Rumo ao templo dirigem-se aqueles que, unidos a outros fiéis, querem adorar o Senhor, ouvir sua Palavra, encontrar o Sacrário com a presença adorável daquele que depois da celebração eucarística permanece na presença do Pai. A lamparina vermelha nos avisa para esta presença.

Todas as vezes que colocamos nossos pés no templo carregamos nossa história que desejamos colocar diante do Senhor. Os que entram no templo precisam experimentar vontade de pedir perdão, ter o coração contrito. Jesus contou a parábola de um publicano que, prostrado por terra, não levantava altaneiro o olhar, mas simplesmente pedia a misericórdia de Deus. Não podemos profanar o templo com intenções menos nobres e corações acostumados ao pecado.

No templo, vamos pessoalmente para oração e para buscar a paz. Nas celebrações oficiais cantamos, escutamos a Palavra, celebramos a Eucaristia, buscamos o perdão dos pecados, celebramos casamentos, fazemos profissões religiosas. Por isso compreendemos o zelo de Jesus. Ele não admitia que fizessem da casa do Pai, da casa de oração, um antro de ladrões e de coisas menos nobres.

EVANGELHO DO DIA - Marcos 11,11-26

Jesus entrou em Jerusalém, no Templo, e olhou tudo ao redor. Mas, como já era tarde, saiu para Betânia com os Doze. No dia seguinte, quando voltavam de Betânia, Jesus sentiu fome. Viu de longe uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se encontrava algum fruto. Quando chegou perto, encontrou somente folhas, pois não era tempo de figos. Então Jesus disse à figueira: «Que ninguém mais coma de seus figos.» E os discípulos escutaram o que ele disse. Chegaram a Jerusalém. Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no Templo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas. Ele não deixava ninguém carregar nada através do Templo. E ensinava o povo, dizendo: «Não está nas Escrituras: ‘Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? No entanto, vocês fizeram dela uma toca de ladrões.» Os chefes dos sacerdotes e os doutores da Lei ouviram isso e começaram a procurar um modo de matá-lo. Mas tinham medo de Jesus, porque a multidão estava maravilhada com o ensinamento dele. Ao entardecer, Jesus e os discípulos saíram da cidade. Na manhã seguinte, Jesus e os discípulos, passando, viram a figueira que tinha secado até à raiz. Pedro lembrou-se e disse a Jesus: «Olha, Mestre: a figueira que amaldiçoaste secou.» Jesus disse para eles: «Tenham fé em Deus. Eu garanto a vocês: se alguém disser a esta montanha: ‘Levante-se e jogue-se no mar, e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso vai acontecer, assim acontecerá’. É por isso que eu digo a vocês: tudo o que vocês pedirem na oração, acreditem que já o receberam, e assim será. Quando vocês estiverem rezando, perdoem tudo o que tiverem contra alguém, para que o Pai de vocês que está no céu também perdoe os pecados de vocês. Mas, se vocês não perdoarem, o Pai de vocês que está no céu não perdoará os pecados de vocês.»
PALAVRAS DA SALVAÇÃO - Glória a vós, Senhor.