Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

6 de fev. de 2010

Celebração da luz no 13º ENP



“Façamos, através de nosso testemunho de vida, brilhar a verdadeira luz, que é Jesus Cristo”. Com estas palavras, o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, exortou os padres do ENP a “serem luz para o mundo”, conforme ordena o próprio Jesus no evangelho.
A celebração ocorreu na noite deste sábado, 6, na capela do Mosteiro de itaici, após a romaria dos padres a Aparecida. Nem mesmo o cansaço da viagem tirou o ânimo dos religiosos que protagonizaram uma bela celebração, que teve a luz como centro.
O cardeal sugeriu que os padres façam a mesma celebração com o povo como uma forma de reafirmar Jesus com luz. “O povo iria gostar muito”, disse.A programação do 13º ENP, que reúne mais de 500 padres em Itaici (SP) desde quarta-feira, 3, prossegue no domingo, 7, com o encerramento do retiro pela manhã, com missa às 10:30h. Antes, o cardeal ainda fará uma palestra. À tarde, o teólogo, pe. Estêvao Raschietti, debate com os participantes o tema “O presbítero e a missão”. Uma proposta missionária será apresentada pela Comissão Episcopal para a Amazônia, da CNBB.

Fonte: CNBB

Celam envia mensagem aos padres reunidos em Itaici




O Departamento de Vocações e Ministérios do Conselho Episcopal Latinoamericano (Celam) enviou uma mensagem aos mais de 500 padre que participam do 13º Encontro Nacional de Presbíteros, em Itaici, municiípio de Indaiatuba (SP). A mensagem foi lida durante a missa da romaria que os padres fizeram neste sábado, 6, ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). Mais de 700 padres participaram da missa que reuniu também milhares de fiéis.
Leia, a seguir, a mensagem do Celam:

Bogotá, Colômbia, 4 de fevereiro de 2010
Caríssimos irmãos presbíteros e bispos participantes do 13º Encontro Nacional de Presbíteros
Reunidos em Bogotá, participando do encontro anual da Diretoria do Conselho Episcopal Latinoamericano (Celam), nos unimos aos participantes do 13º Encontro Nacional de Presbíteros do Brasil, enviando-lhes o nosso fraterno abraço e assegurando-lhes as nossas orações. Ao mesmo tempo, expressamos a nossa gratidão à Comissão Nacional de Presbíteros e à Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, pelo dedicado serviço prestado aos presbíteros do Brasil, felicitando-os pelos 25 anos de realização do ENP. Estaremos unidos pela oração, de modo especial, nessa ocasião da romaria dos presbíteros ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, feliz iniciativa programada pelos coordenadores.
No contexto do Ano Sacerdotal, bendizemos a Deus pelo dom da vida e ministério dos presbíteros, manifestando-lhes o nosso fraterno apoio e cordial agradecimento pela generosa dedicação pastoral. Pedimos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida e do santo Cura D’Ars, que o 13º ENP traga muitos frutos para os presbíteros do Brasil, fortalecendo-os na fidelidade sacerdotal, em comunhão com os irmãos presbíteros da América Latina e Caribe.

Fraternalmente, em Cristo,Pe. Alex Rodriguez Vargas – Secretário executivo do Departamento de Vocações e Ministérios do Celam
Dom Sérgio da Rocha – Presidente do Departamento de Vocações e Ministérios do Celam
Dom Raymundo Damasceno Assis – Presidente do Celam

Fonte: CNBB

Romaria leva 700 padres ao Santuário de Aparecida

Mais de 700 padres participaram da Romaria dos Presbíteros, realizada hoje no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). Dentre eles, estava o nosso pároco Pe. João Paulo.
No Santuário de Aparecida, os padres concelebraram uma missa às 9h, presidida pelo presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha. Outros 22 bispos também participaram da celebração.
Em sua homilia, dom Geraldo retomou a Carta aos Presbíteros, escrita pelos bispos brasileiros durante a 42ª Assembleia da CNBB. O arcebispo destacou a “caridade pastoral” como “eixo integrador” da vida dos padres e o testemunho de pobreza dos padres “incansáveis e sobrecarregados no exercício do ministério”.
Dom Geraldo lembrou, ainda, o espírito missionário que marca a vida dos padres do Brasil e confirmou a importância de suas organizações. “Suas organizações próprias, tais como a Pastoral Presbiteral, os Encontros Nacionais, as fraternidades presbiterais, as associações e comissões demonstram o desejo de uma vida profundamente marcada pela solidariedade entre vocês, que são mais autênticas quanto mais abertas e sensíveis à realidade de todos os irmãos presbíteros”, disse o presidente, citando o documento da CNBB.
Em entrevista aos jornalistas, dom Geraldo ressaltou a importância da Romaria realizada durante o Encontro Nacional de Presbíteros, que acontece em Itaici, desde quarta-feira, 3, dentro do Ano Sacerdotal que fala da fidelidade do padre. “A palavra fidelidade ganha sentido mais forte no mundo de hoje em que tudo é efêmero”, disse. “Fidelidade (sacerdotal) é assumir um compromisso que abrange toda a existência”, acrescentou.
Após a missa, o cardeal Odilo Pedro Scherer fez uma conferência para os padres, no subsolo da Basílica de Aparecida. Ele retomou o Documento de Aparecida para apresentar o que desafia os padres hoje.
À tarde os padres voltam para Itaici onde continuam sua reunião que termina na terça-feira, 9.

JESUS SE OCUPA DA MULTIDÃO SEM PASTOR

REFLEXÃO DO EVANGELHO: Marcos 6,30-34

Uma multidão num lugar deserto anda atrás de Jesus. Tinha ele querido ter uns instantes de silêncio com os apóstolos. “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. “Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas”.
Em nossos dias há muitos que se assemelham a ovelhas sem pastor. Onde se dá o efetivo pastoreio em nossos dias? Quem está mais perto dos que precisam alento e força?
Nossas paróquias (e os sacerdotes que delas cuidam) são espaços de pastoreio. Na realidade necessitamos de comunidades mais comunitárias e menos formais, de momentos de encontro, de troca de idéias entre os que crêem, os que crêem pouco e os que precisam crer. Não é suficiente apenas celebrações mais ou menos cuidadas, com música, power point, violões e violinos. Não basta apenas uma homilia mais ou menos cuidada. Será preciso encontrar espaços de escuta, lugares de encontro, ilhas de convivência. Onde, quando, como? As pessoas não se dirigem, normalmente falando, aos locais das paróquias. Seria fundamental ir ao encontro delas. Onde? Como? Alguns serão atingidos por um palavra do rádio, uma imagem da televisão, um encontro mais importante e mais numeroso. Outras ovelhas sem pastor encontraremos por ocasião de uma visita ao hospital, de uma encomendação e de uma missa de bodas.
Há ovelhas sem pastor em todos os cantos e de todos os estilos. Há filhos de famílias sem fé, filhos de pais que dizem ter pedido a fé. Há jovens que incluem em seu projeto de vida o sucesso na carreira, na profissão, no dinheiro, no amor... Há esses que se casam mas que nada entendem do mistério do casamento, do mistério do marido que ama sua esposa na força de Cristo. Há jovens que colocam filhos no mundo, um ou dois e que não incluem no projeto educacional o despertar da fé. Há homens vivendo sem nunca visitarem seu interior. Correm, ganham dinheiro, dizem-se vencedores, mas não têm sede do Absoluto, não buscam fazer com que seu coração bata com as batidas do coração de Deus.
Precisamos de pastores, de pastores novos, de pastores que saibam dizer com palavras inteligíveis aquilo que faz o sentido de suas vidas. Sacerdotes, diáconos, organizadores de cursos em preparação para os sacramentos serão pessoas que amam aqueles de que cuidam. Não são funcionários do sagrado, mas pastores que dão a vida pelas ovelhas, à maneira do próprio Cristo que é o bom pastor, que conhece suas ovelhas. Pastores que escutam, perscrutam, curam, perdoam, alimentam. Não basta apenas uma Igreja que distribui sacramentos. Necessário que ela seja albergue para as ovelhas perdidas.

EVANGELHO DO DIA - Marcos 6,30-34

Os apóstolos se reuniram com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Havia aí tanta gente que chegava e saía, a tal ponto que Jesus e os discípulos não tinham tempo nem para comer. Então Jesus disse para eles: «Vamos sozinhos para algum lugar deserto, para que vocês descansem um pouco.» Então foram sozinhos, de barca, para um lugar deserto e afastado. Muitas pessoas, porém, os viram partir. Sabendo que eram eles, saíram de todas as cidades, correram na frente, a pé, e chegaram lá antes deles.

5 de fev. de 2010

PERPLEXIDADES DE UM HOMEM FRÁGIL

REFLEXÃO DO EVANGELHO: Marcos 6,14-29

João, o filho da velhice de Isabel e de Zacarias, aos poucos ia se tornando conhecido. Herodes, por causa de sua mulher, mandou prender o Batista. Sim, agiu assim por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem tinha casado. João avisara a Herodes que não era permitido que ele vivesse com a mulher de seu irmão. João é corajoso. É um profeta destemido. Herodíades odiava o Batista e queria matá-lo. Conseguiu realizar seu desejo numa festa de aniversário do seu amante. Marcos faz algumas observações muito finas a respeito da maneira como Herodes via João. “Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava”. Um homem que vivia uma perplexidade. De um lado admirava e respeitava a beleza da vida do Batista. Mas, ao mesmo tempo, era frágil. Havia caído nas redes da cunhada. Paixão? Ingenuidade? Estava amarrado. E a amante e a sua filha lhe pedem a cabeça de João Batista.
O que se passou pela mente de Herodes? Ele concede. Covardia? Impotência? Quando Salomé pediu cabeça de João num prato Marcos observa: “O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar”.
Compreende-se.
Mais uma vez sua covardia. Podemos imaginar o que se passou no coração, na consciência deste homem. “Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, trouxe a cabeça num prato e a deu a moça”. Estes últimos fatos se passaram, muito provavelmente, sob o olhar de Herodes. Que máscara usou em seu rosto? Teve ele vontade de chorar? Experimentou arrependimento? Por que não gritou e vociferou contra todos, contra si mesmo, contra Herodíades que certamente não o amava? Os seres humanos são tolos e ingênuos. Destroem sua vida em troca de uma ilusão e de uma mentira. Herodes parece mais com um covarde do que um malvado. Sucumbiu aos caprichos de uma mulher sem alma. Foi vítima de sua própria imprudência fazendo um juramento que nunca deveria ter feito. Contra sua vontade mandou decapitar um profeta. Certamente o remorso haveria de acompanhar seus dias... seus dias todos.
Marcos termina seu relato com uma nota de piedade e bondade depois de tanta crueza, crueldade e maldade: “Ao saberem disto, os discípulos de João foram lá e levaram o cadáver e o sepultaram”.
Talvez, de longe, esse cortejo de pessoas boas foi acompanhado com soluços pelo frágil Herodes...

EVANGELHO DO DIA - Marcos 6,14-29

O rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome tinha-se tornado famoso. Alguns diziam: «João Batista ressuscitou dos mortos. É por isso que os poderes agem nesse homem.» Outros diziam: «É Elias.» Outros diziam ainda: «É um profeta como os profetas antigos.» Ouvindo essas coisas, Herodes disse: «Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!»
De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, com quem tinha casado, apesar de ser ela a mulher do seu irmão Filipe. João dizia a Herodes: «Não é permitido você se casar com a mulher do seu irmão.» Por isso, Herodíades ficou com raiva de João e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.
Finalmente chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes. E ele fez um banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galiléia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: «Peça o que quiser e eu darei a você.» E jurou: «Juro que darei qualquer coisa que você me pedir, mesmo que seja a metade do meu reino.» A moça saiu e perguntou à mãe: «O que vou pedir?» A mãe respondeu: «A cabeça de João Batista.» A moça correu para a sala e pediu ao rei: «Quero que me dê agora, num prato, a cabeça de João Batista.» O rei ficou muito triste. Mas não pôde recusar, pois tinha feito o juramento na frente dos convidados. Imediatamente o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, foi à prisão e cortou a cabeça de João. Depois levou a cabeça num prato, deu à moça, e esta a entregou à sua mãe. Ao saber disso, os discípulos de João foram, levaram o cadáver e o sepultaram.